Voluntárias organizam festa de confraternização para as mulheres da APAM

Foto: Karol Coelho

Um tapete cor-de-rosa, muitas estrelas e o convite para procurar seu nome nelas. Assim foram recepcionadas as mulheres atendidas pela APAM — Associação Paulista de Amparo à Mulher, na festa de confraternização de fim de ano no primeiro sábado deste mês (3/12).

Era uma tarde importante, além de celebrar o ano de 2016, a festa inaugurou oficialmente a sede da APAM, que passou recentemente por uma reforma. O evento foi produzido pela equipe técnica da organização, em parceria com as voluntárias do Criadores de Atos.

O Criadores de Atos é um projeto do Atados em que voluntários são estimulados a tirarem um projeto do papel de alguma ONG parceira. Divididos em cinco grupos, os voluntários apoiaram diversas iniciativas ao longo do segundo semestre de 2016, entre eles a Festa da APAM, a Revitaliza Prates e o Refugio Cultural.

A tarde foi cheia de muitas risadas. A Irmã Helena, 36, coordenadora da APAM, fez a retrospectiva do ano, mostrando tudo o que foi realizada na organização e depois foi exibido um vídeo com depoimentos das mulheres atendidas. “A nossa preocupação era que a festa não fosse cansativa, um momento em que poderíamos passar resumidamente tudo o que foi o ano, um momento de trocar figurinhas e conhecer a casa”, diz.

Foto: Karol Coelho

Logo após o vídeo, uma dinâmica rápida foi feita com a pergunta “para quem você tira o chapéu?”, em que três das mulheres presentes sortearam um papel com a palavra “você” e tiveram que dizer se tiravam o chapéu para si mesmas e por qual motivo. Com muito alto astral e boa autoestima, todas disseram que tiravam o chapéu para si mesmas.

Em seguida, todas foram convidadas a dar uma volta pela casa, para ver o resultado da reforma. “Nossa, foi tão suado conseguir isso”, lembra a Irmã Helena. Durante o tour, foi possível ver fotos de atividades do ano e vídeos com reflexões sobre a força da mulher. Por fim, a confraternização contou com comidas e bebidas.

Foto: Karol Coelho

A Risomar Cerqueira, 52, já fez curso de costura na APAM, pretende participar novamente de atividades oferecidas pela organização e ficou sabendo da festa pelo Whatsapp. Ela fez questão de marcar presença. “Achei maravilhosa a festa porque a APAM incentiva as pessoas a não ficar só em casa, porque o dia a dia em casa vira uma rotina. Lava, passa, cozinha… lava, passa, cozinha”, comenta.

Uma das voluntárias do Criadores de Atos, Adriana Pilar, 23, ficou feliz com o resultado. “Eu me senti mesmo responsável [pela realização da festa]. Das ações que eu participei com voluntariado, com certeza foi o mais interessante”, afirma.

Para Adriana, o maior desafio foi lidar com as diferenças. “As irmãs são muito diferentes da gente, sabe? Diferença de idade e diferença nas ideias, mas a gente foi se adaptando. Eu me adaptei a elas e elas à gente, sabe? Quando eu entendi como lidar com elas, ficou melhor”, conta.

Adriana enxerga uma mágica no voluntariado. “Você só fala “ fazendo, quer participar?” e tudo acontece de forma mais simples, apesar das dificuldades. É quer bem os outros”, diz.

Para a irmã Helena, a dedicação dos voluntários é muito importante para potencializar as ações da APAM e que não pode faltar amor pelo o que faz e é preciso estar aberto para aprender e compartilhar:

“Às vezes, o voluntário vem e aprende mais do que passa, então é uma troca de experiência e isso é o mais importante. Sem o amor, nada funciona.”
Foto: Karol Coelho