Voluntariado na ONU — Conheça todos os tipos
Matéria escrita pela escritora Helena Barros, voluntária do projeto comunicadores do Atados Rio.

Com o objetivo de desenvolvimento mundial, a ONU luta pela paz, a partir de seus conselhos e assembleias, e também recruta voluntários com a mesma finalidade. Em 1970, na Assembleia Geral das Nações Unidas, a UNVolunteers foi criada com o propósito de reunir voluntários para as nações unidas, em um trabalho de tempo integral. O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) está presente em 170 países, entre eles o Brasil desde de 1989, com os mesmos objetivos de desenvolvimento, como erradicação da pobreza e luta contra a desigualdade.
Existem quatro categorias de voluntários da ONU: nacionais, internacionais, jovens voluntários e online.

Os 4 tipos
Os voluntários nacionais são selecionados, a partir de suas inscrições no site do PNUD Brasil. A dica aqui é ficar de olho nas oportunidades que aparecem no site e ter um pouco de paciência para encontrar nos próprios editais as informações de como aplicar para a vaga e para onde enviar seus documentos.
Os internacionais se inscrevem pelo site da UNV — https://www.unv.org — e atuam em programas de desenvolvimento, mas em outros países.

Ambas categorias são auxiliadas financeiramente e sendo requisitados nível superior completo e idade mínima de 25 anos para voluntários internacionais e 22, para os nacionais. Com suas qualificações pessoais, os voluntários utilizam seus interesses e capacidades para contribuir com a sociedade em que vivem, garantindo não só competência, mas auxiliando nos ODS — Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que conta com as 17 metas para se atingir o desenvolvimento até 2030.

Os jovens voluntários compõem a nova categoria, que possui o objetivo de reunir jovens de 18 a 29 anos, sem experiência ou nível superior completo, com tempo de duração de até 6 meses, a fim de obterem qualificação e também cooperarem com os ODS e devem ficar de olho nas oportunidades no mesmo site da UNV -https://www.unv.org/become-volunteer . Para esclarecer todas as dúvidas você pode entrar aqui: https://www.unv.org/become-un-youth-volunteer
Já os voluntários online realizam seus trabalhos à distância, geralmente com ocupações que envolvem tradução, arte e design gráfico, redação e edição, entre outros. Para se inscrever é preciso se candidatar no site www.onlinevolunteering.org, e além dos requisitos necessários, deve-se possuir tempo disponível e vontade de compartilhar seus conhecimentos pessoais para fazer a diferença. Aliás, todas essas categorias contam com recompensas que transcendem os puros salários, mas se tornam experiências gratificantes para qualquer cidadão que deseje transformar a sociedade-civil.
Monica Villarindo — Coordenadora da UNV Brasil

“A experiência é muito compensadora pela exposição multicultural não só do país em que está, mas de todas as pessoas que trabalha e isso não é algo que se aprende nas universidades”, diz Monica Villarindo, coordenadora do programa de voluntários das Nações Unidas no Brasil, retratando que, apesar das superações dos desafios, o reconhecimento global é gratificante.
Seus trabalhos com a ONU começaram como voluntária no Afeganistão, coordenando a missão de paz em 2005, que contava com mais de 65 voluntários de diferentes nacionalidades. Já em 2008, esteve presente no Timor-Leste, também coordenando o programa, com mais de 300 voluntários de 71 países. Neste sentido, o programa se constitui como um dos principais atos humanitários desenvolvidos pela ONU que, apesar das inúmeras dificuldades, conta com diversas atividades complementares de auxílio à comunidade. Em 2013, ao voltar para o Brasil, se dedicou a sua ocupação atual.
Em todas as missões, os voluntários trabalham em diferentes agências da ONU desde projetos de desarmamento até o Word Food Program (Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas), dependendo de suas qualificações pessoais e necessidades nacionais. Os trabalhos em missões de paz também variam em relação às áreas operacionais como logística, administração, finanças, política, entre outras capacitações, que englobam distintas capacitações e culturas, trazendo um choque cultural que desmistifica os preconceitos e une o mundo. Os voluntários, assim, se tornam a alma das missões, por moverem os projetos e transformarem os lugares ao redor.
Mesmo com essas diferentes experiências na ONU, Monica também trabalhou com setor privado e até com outros projetos de voluntariado. A necessidade pessoal de compartilhar seus conhecimentos os transformando em um engajamento cívico tornou-se uma grande mudança para ela e para os outros voluntários tanto da ONU como de diversas ONGs.
Os principais requisitos para se tornar um voluntário da ONU incluem capacitação e experiência profissional, conhecimento do idioma inglês, francês ou espanhol e comprometimento para se trabalhar com culturas diferenciadas e adaptação à diferentes condições de vida. Além disso, é recomendável experiência em outros trabalhos voluntários ou também com trabalhos em países em desenvolvimento. Essencialmente, é importante reconhecer a responsabilidade dos valores do voluntariado e que, como qualquer outro, constitui um trabalho que requer tempo e dedicação.


