
Agosto foi um mês de MUITO trabalho no Ateliê TRANSmoras, ou melhor, fora dele. A residência artística da Vicente Perrotta no Ateliê Vivo, em São Paulo, que começou mês passado (falamos disso, aqui), terminou com um incrível desfile na Casa do Povo, local onde se encontra o Ateliê Vivo.
O desfile foi resultado da residência e das oficinas que Perrotta conduziu em sua estadia no espaço, encontros esses que foram muito maiores e significativos do que o esperado: os 5 encontros planejados, de 3 horas cada, se tornaram diários e com mais de 6 horas de duração, puramente pela demanda e intensidade com que as coisas aconteceram. Várias mulheres, bichas, negras e travestis ajudaram a construir o rolê, que foi muito importante para todos.
A cada ponto, a cada tecido cortado, a cada roupa desconstruída e reconstruída, nós tecemos discussões em que questionamos o corpo que não é padrão e suas demandas dentro de uma sociedade que invisibiliza esses corpos e os constroem como abjeções. — Vicente Perrotta.

O desfile, Travesti Viva, contou com a participação de diversos artistas e pessoas maravilhosas, que fizeram uma noite espetacular, marcante e poderosa. Tem fotos dos looks lá no instagram da Vicente Perrotta, clica, clica, clica.
Antes do desfile, a artista, ativista e pesquisadora Érica Malunguinho, atual candidata a deputada estadual (sim, travestis na assembléia!), mandou o recado:
Além de toda essa arte, Perrotta e nossa fotógrafa Rafael Kennedy realizaram oficinas de corte e costura SESC Itaquera e no SESC Jundiaí, e a oficina Descolonize-se no SESC Campinas, com a presença de Amelie Mars. Esses projetos levam ensinamentos muito além do manual, geram reflexões, empoderamento e conexões únicas entre as pessoas.

Por fim, o Ateliê TRANSmoras passou num edital da Unicamp (yasss, girlll), e em outubro a II semana de ressignificação está patrocinadíssima, e muita coisa boa vem por aí. Para adiantar, o tema é “ A cultura LGBTQIA+ existe e resiste”.
Fiquem ligadas, meninas.
Até a próxima!
CEO.

