LGPD = JUR + DATA + TEC

22 de agosto de 2020 vai ser Bum! Vai explodir uma bomba!

Bum!

Será o início da aplicabilidade da nova Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, pacote de regras que foram criadas com inspiração na já vigente GDPR da Europa. Aprovada em agosto de 2018 e prorrogada já em dezembro passado, a LGPD será um grande desafio para as empresas nos próximos meses.

Na verdade, será uma bomba armada, uma mina terrestre de possível dano catastrófico para empresas que forem pegas de calças curtas nos processos de gestão de dados de qualquer um que tenha um CPF registrado em seus bancos de dados corporativos.

Quais são esses dados ? Todos, todos os dados que estiverem relacionamento com um CPF, incluindo é claro, clientes, mas também funcionários, terceiros, funcionários de prestadores, visitantes etc.

Isso inclui: nome, endereço, telefone e e-mail, obviamente. Mas inclui também qualquer outra informação relacionada a uma pessoa física que esteja armazenada nos bancos de dados das empresas, como por exemplo, histórico de navegação em sites, histórico de compras de clientes, dados de entrada e saída de portarias, bancos de dados de informações de funcionários, etc.

O foco da lei é na obrigação de fornecer aos proprietários das informações (os “Titulares”) transparência sobre quais dados são coletados e para que uso, além de permitir que o Titular possa controlar esses dados, revogar, exportar, ou seja, ter controle completo sobre o que a empresa coleta e como usa.

Até lá, as empresas terão que se preparar para controlar esses requisitos em um caminho de muitos percalços. Será um desafio que envolverá os departamentos jurídicos (JUR), as equipes de análises de dados (DATA) e a implantação de ferramentas tecnológicas para suportar a gestão do acessos a esses dados, um desafio mais estratégico que tecnológico, por isso:

LGPD = JUR + DATA + TEC

Vamos continuar aqui nesse blog o desenvolvimento deste assunto.

Abs!