cap. IX — a carta que nunca existiu

ou sobre as primeiras dores

descrição acessível: orla do lago no Parque do Ibirapuera num entardecer. as águas estão escuras, mas há um reflexo do céu iluminando o centro da fotografia. o céu está encoberto de nuvens, mas exite um faixo em que o brilho do sol se destaca. ao fundo árvores e mais adiante prédios.

cada minuto um punhal

casa ausência tua uma cravada mais funda

você vem dilacerando aos poucos

fere-me

não há mais pelo que lutar

pois disse-me sem palavras que não queria estar aqui,

mesmo que parte de ti discordasse

não quis saber do sentir

tão oposta a mim…


você é aquela dor de outrora

que deixei de enterrar

vc, a nina que nunca deixou de existir para catarina


ausência

desamparo

desespero


eu quero você para mim

do jeito que teus olhos me disseram certa vez

quero minha alma leve

estou cansada dessa comiseração

dessa espera

da espreita por mudanças

que tão breves quando despontam, ainda mais quando se esvaem

retrocedendo milhas


me deixa ser tua paz

me deixa amar você

1º de julho 2016
Gostou do texto? O❤ irá me deixar muitíssimo grata e ciente que estou atingindo positivamente com meus posts =)