Empreendedorismo Feminino: histórias que inspiram

Incentivar o protagonismo das mulheres dentro do empreendedorismo faz a diferença no mercado

Santander Brasil
Aug 22, 2017 · 5 min read

A atuação da mulher no empreendedorismo, especialmente no Brasil e em países da América Latina, geralmente é motivada por necessidade. Essa é uma das conclusões de um relatório global sobre empreendedorismo (2016/17) feito pela Global Entrepeneurship Monitor em parceria com quatro universidades: Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México), Universiti Tun Abdul Razak (Malásia), Universidad del Desarrollo (Chile) e a Babson College (Estados Unidos). Também foi constatado que a participação da mulher na força de trabalho é uma grande ferramenta no combate à pobreza.

A versão brasileira desse relatório feita em parceria com o Sebrae, o IBPQ e a FGV (2015) descobriu que homens e mulheres são igualmente ativos em termos de envolvimento com o empreendedorismo em estágio inicial (proporção de 51% e 49%, respectivamente).

O número de empreendedoras no Brasil subiu 34% em 14 anos e a força desse movimento está nas micro e pequenas empresas. 4 em cada 10 lares do país são chefiados por mulheres e, desse universo, 41% são donas de negócios próprios. O perfil da mulher empreendedora também foi traçado pelo Sebrae:

  • Ela tem menos de 34 anos;
  • Estão concentradas principalmente em quatro áreas de atuação: restaurantes (16%), serviços domésticos (16%), cabeleireiros (13%) e comércio de cosméticos (9%);
  • A maior parte empreende dentro de casa (35%).

O que os números frios não revelam são as histórias por trás deles. As mulheres que, com resiliência e coragem, decidiram fazer a diferença na economia, seja em suas comunidades ou até mesmo em escala maior. Vamos conhecer algumas delas?

Dona Valdirene: boleira e empreendedora de mão cheia

A Valdirene é apaixonada por confeitaria e sempre trabalhou por conta própria. No começo, ela fazia os bolos em seu apartamento, em uma pequena cozinha e vendia apenas para os conhecidos, vizinhos e amigos da família.

A sua fama como boleira foi se espalhando e, com o aumento das encomendas, ela precisou alugar um espaço maior. Hoje em dia, ela faz mais de 100 bolos por semana, emprega uma pessoa e quer crescer ainda mais.

Valdirene é uma das beneficiadas pelo Prospera Santander Microcrédito. Por meio do investimento, ela consegue comprar materiais para fazer os bolos, equipamentos e custear o aluguel do novo espaço.

A parceria não para por ai, agora a Valdirene comprou mais equipamentos e até uma impressora de papel arroz, para que possa deixar os bolos exatamente com a imagem que os clientes pedirem.

Valdirene é apenas uma das mulheres que mostram que é possível realizar seus projetos de vida e fazer a diferença na região onde mora, afinal, cerca de 70% da renda gerada nesses empreendimentos circula dentro da comunidade.

Conheça mais histórias como essa no santander.com.br/prospera :)

6 companhias, uma empreendedora e nenhum funcionário

Danielle Baskin tem hoje 29 anos. Ao criar sua primeira empresa, em 2008, quando ainda estudava arte na Universidade de Nova York, ela não imaginava que, anos mais tarde, estaria à frente de mais 5 companhias.

A Inkwell Helmets nasceu despretensiosamente, após a jovem decidir pintar o capacete de sua bicicleta com desenhos. Quando andava pela rua com o equipamento, muitas pessoas perguntavam onde ela havia comprado. Depois de tentar vender o produto para lojas especializadas e não ter sucesso, ela começou a comercializá-los pela internet. ‘Eu não tinha a intenção de transformá-lo em um negócio’, contou Danielle em entrevista ao jornal ‘The New York Times’. Para a jovem CEO, o segredo para conseguir vendas é simples, mas nem todo mundo se dá conta:

“Você precisa usar o Facebook ou fazer campanhas de email para os seus amigos saberem que seu produto existe.”

Ao mesmo tempo em que a empresa crescia, a empreendedora buscava novas formas de vender os capacetes. E foi assim que surgiu a sua segunda companhia, a Peddler Pop-Ups. Danielle comprou um triciclo antigo de um amigo para reformá-lo e expor seus produtos e percebeu que poderia alugá-lo enquanto não estava trabalhando.

A Trillobox, sua terceira empresa, surgiu após a empreendedora personalizar uma capa de celular que pode ser presa no guidão das bicicletas. Hoje, ela vende as capinhas por meio dessa plataforma.

Danielle também vende serviços de letreiros por meio da empresa Signmaker.nyc e comercializa seus trabalhos artísticos e outros produtos através de outras duas companhias. No total, são seis empresas e apenas ela de colaboradora.

O que grandes empreendedoras pensam sobre liderança feminina

O número de mulheres à frente de negócios e empreendimentos tem crescido no Brasil, ainda que lentamente. Mais mulheres em cargos como os de CEO traz diversidade aos negócios, além do grande impacto social.

“O que me fez chegar aqui foi, primeiro, acreditar. As mulheres precisam acreditar mais em suas capacidades.” Foi assim que a fundadora da Sodiê Doces, Cleusa Maria da Silva, buscou incentivar a liderança feminina e o empoderamento da mulher nos negócios, durante um painel na ABF Franchising Expo.

Antes de criar a maior rede de franquias de bolos do País, Cleusa foi empregada doméstica e boia fria.

“Eu comecei em 1997 por uma necessidade. Não sonhei chegar aonde cheguei, mas quis muito estar aqui.”

Para ela, tanto as mulheres como os homens são capazes de conseguir tudo o que desejam: “com determinação e objetivos, sempre podemos chegar a até mais longe daquilo que almejamos”. O caminho de Cleusa não foi fácil e, por muitas vezes, ela teve que ouvir pessoas a desestimulando. “A maioria diz que é loucura e que você não vai conseguir. As pessoas precisam entender que não é fácil vencer, principalmente quando você começa do nada. Eu só tinha amor e força da minha família para me ajudar”, contou. Leia completo no Portal Avançar, do Santander Negócios & Empresas.

Day1 — Paola Carosella

A edição de 2017 do Day1, evento de inspiração da Endeavor sobre empreendedorismo apoiado pelo Santander, trouxe uma história mais que inspiradora. Paola Carosella tinha 40 anos quando resolveu que precisava mudar o curso de sua vida e de seu negócio. Para isso, precisava arriscar, e arriscar bastante.

“Meu Day1 não foi o dia em que eu nasci, o dia em que eu escolhi ser cozinheira, a primeira vez em que eu entrei num restaurante. Não foi a primeira vez que fiz um restaurante nem a primeira vez que vendi um. Meu Day1 foi meu day 14.924 e foi o dia em que eu morri de medo ao tomar uma decisão.”

No que a gente pode acreditar com você hoje? Na força transformadora do empreendedorismo feminino.

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