Design Computacional como fator chave para o crescimento acelerado de negócios.

No início de Março, foi publicado o Design in Tech Report 2017. Trata-se de um relatório que apresenta tendências do universo do design e da tecnologia que estão revolucionando o mundo corporativo, a forma de criar e gerar negócios, mostrando que o design computacional está em plena ascenção.

Design In Tech Report 2017 — Capa

John Maeda — cientista, designer, escritor, acadêmico do MIT — juntamente com sua equipe de especialistas e uma extensa lista de colaboradores, trouxeram informações muito interessantes, que nos levam a refletir sobre o papel do designer e seu valor, principalmente o que ele classifica como os designers computacionais.

Vou falar aqui sobre alguns pontos apresentados neste relatório, que chamaram minha atenção. Pode não ser novidade para muitos, mas a forma com que ele coloca algumas informações, talvez faça você refletir também de forma diferente algumas questões.

O design não é apenas sobre estética e beleza, mas sim para servir para algo, ter uma função. Bem, conhecemos esse princípio desde a Bauhaus — a forma segue a função. O que cabe agora é trazer para os dias atuais a reflexão sobre o fato de que a função do momento é ser relevante e ter resultados significativos. E isso mostra o quanto o design computacional é muito valioso, porque ele naturalmente deve ser inclusivo. E isso não é tarefa fácil… Porque ser inclusivo significa compreender, estudar e entender uma diversidade de perfis, que você não conhece muito bem e terá que, de alguma forma, lidar com isso. Afinal de contas o objetivo de um negócio, muito provavelmente estará pautado em atingir níveis e públicos globais.

O design computacional traz grandes desafios para os designers — UX Designers, Interaction Designers, Arquitetos de Informação, Pesquisadores, Estrategistas e líderes de projeto.

Para ressaltar as diferenças entre algumas esferas do design, o relatório apresenta uma tabela com 3 modalidades: o design clássico, o design thinking e o design computacional. Vou falar brevemente sobre as comparações feitas.

O design clássico, da Revolução Industrial, é aquele de material palpável, como um móvel, objetos que tem uma determinada função para suprir as necessidades de um gama de pessoas. Já o design thinking veio com a preocupação de proporcionar a melhor experiência para o usuário, inovar na relação criando empatia, tudo para gerar negócios. E agora, o design computacional, vem para atingir — através da tecnologia e da inclusão — bilhões de pessoas do mundo todo e ter seu crescimento expandido de forma escalonável.

"O designer clássico pode criar um cadeira de madeira para uma casa que é usado por algumas pessoas; O último tipo de designer — o designer computacional — pode criar um aplicativo para um smartphone que é usado por centenas de milhões de pessoas." — Section 1: Computational Design, 8.

Pegando o gancho com essa citação contida no relatório, o perfil do designer computacional é um híbrido de diversas áreas, como engenharia, arte, programação, design, pesquisa, psicologia, etc… Maeda aponta que os cursos de formação não ministram aulas que abranjam todas as necessidades de conhecimento que o designer computacional precisa. Ele descobriu que 86% dos estudantes pesquisados buscam conhecimento e aprendizado fora do ambiente universitário. E que essas informações estão disponíveis, de forma gratuita e online, fora da sala de aula.

Para Maeda, a receita para ser um designer cada vez melhor é nunca parar de aprender e buscar informações. O bom design precisa de designers, os profissionais são importantes e fundamentais, mais que qualquer ferramenta ou software do mercado.

Ele acredita que cada vez mais, o mercado e as empresas, sejam elas de grande ou pequeno porte, estarão valorizando e instituindo dentro de sua organização o designer computacional.

O desafio do designer é grande se levarmos em consideração a quantidade de navegadores, versões e dispositivos mobile presentes no mercado. Porém ele nos alerta para a importância do contexto, onde essas experiências irão acontecer e como irão ocorrer, e que isso é muito mais relevante e deve ser levado em consideração.

Em um dado momento, o relatório apresenta uma analogia com os tempos da AOL, para explicar que, de certa forma, o designer não tem tanta liberdade assim para criar e abrir suas asas, haja visto que os aplicativos mobile são desenvolvidos para o Google ou Facebook, por exemplo.

Ele ressalta o fato de que, atualmente os designers chineses estão muito mais adiantados no que se refere ao universo dos mobiles e que a China é o país que mais forma designers por ano. Muitos deles são sócios fundadores de startups que bombaram no mercado.

Bem, ainda há muito o que compartilhar sobre esse relatório, tem muita informação interessante, afinal de contas é o resultado de uma grande trabalho de pesquisa. Então essa primeira parte encerra-se por aqui.

Vou seguir publicando outros artigos ainda sobre o report, além de outros assuntos do universo do design, arte e tecnologia. Então, aproveite e siga-me!

Quero deixar claro, que a minha intenção é contribuir para disseminar o conhecimento e o entendimento que tive ao pesquisar as fontes aqui apresentadas. Se algo que escrevi não estiver de acordo e precisar ser corrigido, fiquem à vontade para me sinalizar. Assim, podemos construir da melhor forma o que será interessante para muitos. E o melhor, juntos!

Fonte: Design in Tech Report 2017

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