A primeira semana de BEPiD.

Os primeiros dias foram — e continuam sendo — deslumbrantes. Logo de início começamos a ser orientados em relação ao método CBL (Challenge Based Learning). Já havíamos sido introduzidos ao método durante o Hackathon, mas (propositalmente) de forma bem vaga, onde tivemos que tomar várias decisões apenas no feeling.

Vimos um overview sobre o método, fomos instruídos quanto a regras e uso do espaço e fizemos um tour para conhecer melhor o local. Também fomos apresentados a alguns aplicativos que haviam sido desenvolvidos durante o programa, e ouvir um pouco do ponto de vista de antigos alunos. Além disso, tivemos um dia mais livre onde (não sei como fiz isso) cantamos no Karaokê, jogamos e vimos mais aplicativos.

Ok, agora começamos a ver in depth sobre o CBL, e dessa vez, começar a aplicar corretamente. Como forma de treinarmos o método (que não é exatamente método, mas um guia), fomos apresentados ao tema do Vale do Pinhão e também deveríamos formar um grupo/startup e resolver um problema social.

Basicamente, o CBL é dividido em 3 partes principais: Engage, Investigate e Act.

Engage diz respeito a pegar uma big idea (um conceito amplo e algo de importância significativa para o estudante), criar essential questions (o maior número de perguntas possíveis que surgem a partir do big idea) e escolher uma para ser ~ a ~ essential question, e finalmente um challenge, que pega essa essential question e a transforma em uma ação.
Investigate começa com a criação de guiding questions (perguntas que servem para guiar na descobertas de informações sobre o tema), classificá-las, e a partir delas, desenvolver guiding activities and resources (atividades e recursos para responder as guiding questions) e por último a fase de analysis (em que são tiradas conclusões acerca do tema).
No final, temos o Act: solution (onde são desenvolvidos conceitos, protótipos e testes a partir das conclusões tiradas na análise), implementation (onde planos são criados e a solução é efetivada) e finalmente evaluation (onde são medidos os impactos que a solução gerou para o problema).

Como forma de complemento para o CBL, também vimos algumas técnicas voltadas para negócios, pesquisa e planejamentos, como diagrama de afinidades (usado para esclarecer e categorizar o problema), kanban (fluxo de produção) e value propositon canvas (usado para entender o perfil do cliente e criação do mapa de valor da empresa).

Por último, aprendemos sobre a técnica de elevator pitch, que é uma fala curtíssima e apelativa sobre a sua startup em menos de um minuto (imaginando o cenário de: “estou no elevador com o CEO ou whatever da minha empresa e preciso apresentar minha proposta até chegarmos no último andar do prédio”). Fizemos quatro rodadas de pitch, em que cada vez recebemos um feedback e éramos dados mais 15 minutos (muito sofridos) para polir nossa apresentação.

No geral, por mais que tenha sido só uma semana, acho que ter me inscrito no BEPiD e participado da loucura do hackathon foi uma das melhores escolhas que já fiz (sem exagero). Agora vem aí mais uma semana para aprender mais coisas.

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