Zona de Conforto

Quando se trata desse tema, estou com Eliane Brum. Acredito que todos os seres pensantes SABEM que o gostoso da vida está fora da zona de conforto. Ou, por um ângulo mais sombrio, que se manter dentro da zona de conforto chega a ser, muitas vezes, doentio. Tem algo de muito errado em não saber suportar situações desconfortáveis, não saber ultrapassar o medo e o frio na barriga. Mas algumas pessoas são capazes de viver vidas inteiras entorpecidas, comfortably numb.

Arte de John Holcroft

Uma coisa que eu absorvi bem do documentário Happy é que a vida é feita de contrastes entre momentos bons e momentos ruins. Chegar em casa e tomar um banho quentinho só é gostoso pra quem passou pelo frio da rua até chegar em casa. Resolver um bug de um programa só é gostoso pra quem ficou um tempo sofrendo e revirando o código. Não há alívio sem sofrimento, não felicidade sem tristeza. É o contraste que torna as coisas interessantes.

Esse vídeo, simples e interessante, fala sobre como ir em busca de novas experiências (aka sair da zona de conforto) interfere nas nossas percepções de tempo.

Mas que ímã é esse que nos arrasta de volta para a maldita zona de conforto over and over again? Não sei. Eu sei que todas as melhores coisas que aconteceram na minha vida se deram fora dela. E referenciando mais um ótimo filme:

Cena do filme Waking Life
“Quais são as barreiras que impedem as pessoas de alcançarem, minimamente, o seu verdadeiro potencial? A resposta a isso pode ser encontrada em outra pergunta, que é: qual é a característica humana mais universal? O medo ou a preguiça?”
Like what you read? Give Lorien Maitê a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.