2020 em 2h20min

Atleta da Sogipa faz série de treinos intensos visando a Paralimpíada de Tóquio

O atletismo paralímpico brasileiro está entre as maiores potências mundiais atualmente. O melhor do mundo na categoria T46 (amputados ou outros) é o gaúcho Alex Pires, 27 anos. Neste ano, o sapiranguense venceu o campeonato organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional, prova simultânea à Maratona de Londres. Em 2016, o atleta participou das Paralimpíadas do Rio de Janeiro, mas acabou derrotado, prejudicado pelo forte calor de 37º. “Nas grandes maratonas que acontecem aqui no Brasil, a largada geralmente é às sete horas da manhã, no Rio largamos nove horas da manhã, estava muito quente”, reclama o campeão mundial.

Segundo o Comitê Paralímpico Internacional, cada esporte deve ter um sistema de classificação, o qual é realizado através de três avaliações. Primeiro é feito um exame físico para verificar de qual patologia o competidor sofre. Depois, na avaliação funcional, são realizados testes de força muscular, amplitude de movimento articular, medição de membros e coordenação motora. Por último é feito um exame técnico que consiste na demonstração da prova.

Sistema de classificação utilizado pelo Comitê Paralímpico Internacional. Fonte: Rede Nacional de Esporte.

Visando a Maratona da Disney, que ocorre na Flórida, nos Estados Unidos, dia 07 de Janeiro de 2018, Alex e seu treinador Leonardo Ribas aumentaram a carga de trabalho nos últimos meses, buscando alcançar a marca de 2h20min, tempo que Alex espera superar nas Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, em 2020. “Nós temos o objetivo de ir até o IPC (Comitê Paralímpico Internacional) para que meu resultado nesta maratona seja validado como pontuação para o ranking mundial”, explica.

Alex Pires até atleta da Sogipa desde 2010. (Sogipa/Foto Divulgação)

O início

Aos 8 anos de idade, Alex descobriu um encurtamento no braço esquerdo. Sugeriram-lhe que fosse submetido a uma cirurgia de correção. Porém, corria o risco de perder o movimento no braço. Na época, optou por não passar pelo procedimento, tendo de aprender a lidar com a deficiência. Em 2007, ele descobriu a paixão pela corrida e começou a competir em provas de rua, nas marcas de 5km e 10km.

Segundo o treinador Leonardo Ribas, o encurtamento no braço de Alex não influência no rendimento do atleta. “Por ele ter uma deficiência muito sutil, nós conseguimos fazer os trabalhos em conjunto com os atletas convencionais”, comenta o técnico .

O futuro

Pensando além de seu tempo, o maratonista já projeta um possível final de carreira, espelhado no brasiliense medalhista das Paralimpíadas de Londres (2012), na Inglaterra, Tito Sena, que conquistou a medalha de ouro na categoria T46, aos 45 anos. “Um grande exemplo que eu gosto de seguir, é o Tito Sena, corre em alto nível mesmo depois dos 40”, finaliza o gaúcho.

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