Diversidade marca 5ª Parada Gráfica em Porto Alegre

Feira reuniu 105 artistas gráficos, inclusive de outros estados e países

Encontro ocupou o Museu do Trabalho, em Porto Alegre (Foto: Paola Guimarãres/Beta Redação)

A 5ª edição da Parada Gráfica de Porto Alegre reuniu mais uma vez artistas gráficos para impulsionar a divulgação de zines, revistas, livros, gravuras e ilustrações no Museu do Trabalho, no último final de semana (dias 26 e 27 de agosto).

Quatro anos após a primeira edição, realizada em novembro de 2013 — quando contou com apenas 15 expositores — , a Parada Gráfica teve um aumento significativo: 105 artistas montaram bancadas e mostraram seu trabalho, muitos vindos de outros estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina, e até mesmo de outros países, como Uruguai, Argentina e Colômbia.

E poderia ter ainda maior. Como relembra o cartunista e arquiteto Fabio Zimbres, responsável pela edição do ano passado, agora os organizadores tiveram de “brigar” para reduzir um pouco o número de expositores a fim de melhorar a exposição. Neste ano, para conferir mais espaço ao evento, a Parada foi estendida à Galeria Hipotética, onde foram ministradas oficinas sobre desenho, edição e desenho animado.

Cartazes desenvolvidos por artistas em anos anteriores da feira. (Foto: Paola Guimarães/Beta Redação)

De acordo com Fabio, a maior característica da feira é a multiplicidade de materiais expostos, resultado direto da diversidade de expositores. “Desde a primeira edição da feira, mesmo que em quantidade pequena, sempre tivemos nomes não só daqui do Estado, mas artistas nacionais e, também, por termos uma fronteira perto, uruguaios e argentinos, fazendo com que a feira fosse internacional também.”

A produtora Bebel Abreu, de São Paulo, trouxe para a Parada Gráfica o Bebel Books, uma minieditora responsável por publicações suas e de artistas convidados. Segundo Bebel, o comportamento do público que visita a feira mudou desde a primeira vez. E foi para melhor. “Nas primeiras edições as pessoas vinham, tiravam fotos, folheavam o livro inteiro e não compravam nada. Na feira do ano passado foi vendida muita coisa, as pessoas vêm mais em busca disso.”

Bebel Abreu atendendo alguns clientes na sua banca. (Foto: Paola Guimarães/Beta Redação)

Para a expositora Iriz Medeiros, sócia-proprietária da Galeria Hipotética, esse tipo de evento deveria receber mais apoio do governo. “Tem que ser visto por governantes como algo que realmente traz coisas boas para a cidade e para o Estado, até porque traz artistas de outras cidades, estados e países. Ter esse apoio seria de extrema importância”, ressalta.

Alex e Thaís Ueda são de São Paulo e participam da Parada Gráfica desde a 2ª edição, e desde então mantêm contatos em Porto Alegre. Na capital paulista, eles frequentam a feira Plana, evento pioneiro no ramo. De acordo com o casal, a diferença entre a feira gaúcha e a paulista é que há mais imagens e desenhos na Parada Gráfica, enquanto na Plana existe mais material com leitura.

Thaís Ueda veio de São Paulo para expor na feira. (Foto: Paola Guimarães/Beta Redação)

A forma que o casal encontrou de vender seu trabalho é oferecendo materiais de diferentes valores, de R$ 2 a R$ 300. “A gente é artista que expõe em galeria, então essa é a forma que temos de manter a nossa empresa”, explica Thaís.

A assessora de imprensa Bebê Baungarten avalia a Parada Gráfica como um divisor de águas em Porto Alegre, feira que começou pequena e em apenas cinco edições tomou proporção enorme, trazendo público de todos os cantos da cidade para visitar expositores nacionais e internacionais. “A parada é um evento que dá prazer de vir. As pessoas que circulam aqui são pessoas interessadas neste segmento de arte, então é um público bastante qualificado.”

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