Comércio registra crescente melhora nesse primeiro semestre

Entre janeiro e junho os números não caíram nenhuma vez, de acordo com IBGE

O período de junho foi de alta para o comércio varejista no quesito vendas. Em pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de lucro deste setor fechou em 93,0% neste mês, a maior de 2017. Em relação a janeiro, houve um aumento de 21% no território nacional.

A melhora da economia parece estar colaborando de fato com o progresso das lojas. “Realmente junho foi melhor do que nos meses anteriores. Minha comissão aumentou cerca de cem reais. Em maio também havia subido. Minha impressão é de que as pessoas têm comparecido em maior número aqui”, conta Ariane Lima, vendedora de uma loja de roupas localizada em um shopping da zona norte de Porto Alegre.

Outro número animador divulgado é sobre a inflação. O Banco Central divulgou no seu informativo semanal, o Boletim Focus, que a taxa inflacionária deve fechar em 3,51% neste ano. O dado noticiado em 21 de agosto deve colaborar para a estabilidade dos preços. “Esse ano ainda não subimos os preços das peças de nossa loja. Além disso, as peças de inverno que ainda estão no estoque, como de costume, foram colocadas em promoção devido o fim do inverno”, relata Ariane.

Datas comemorativas devem manter índices positivos para o setor varejista (Foto: Michal Jarmoluk)

Ano passado a inflação foi calculada em 6,29% pelo IBGE através do IPCA. “Em 2016 me lembro de terem aumentado os preços no meio do primeiro semestre. No início as pessoas sentiram um pouco a diferença, mas depois os clientes assimilaram e não tive tanta dificuldade para cumprir minhas metas”, explica a vendedora de 19 anos.

Os dados positivos no setor chamam a atenção também de quem está desempregado. Cerca de 10,4% dos brasileiros não possuem emprego, segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE). Há expectativa de que surjam novas vagas de acordo com o relato de Ariane Lima. “Uma menina vai sair da loja semana que vem, então teremos uma vaga em aberto. Sei que em dezembro sempre contratamos pessoas para colaborações temporárias por causa do Natal”, afirma.

Em relação ao segundo semestre, a esperança da vendedora é de que as vendas continuem subindo: “Geralmente é um período que se colhe mais frutos aqui na loja. Já estou aqui faz um ano e meio e no segundo semestre do ano passado foi o que eu mais faturei. Principalmente em novembro e dezembro, quando acontece a Black Friday e o Natal. É maior que no Dia das Crianças, pois o nosso maior público é da faixa etária de 17 a 25 anos”, conclui Ariane.

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