Conheça a X4, startup de tecnologia da Unitec

Jovens viram oportunidade no ramo da tecnologia 3D

“A impressora pode fazer o que o cliente quiser, desde que seja de plástico” define Thiago Merib, de 24 anos, um dos fundadores da X4, do ramo de tecnologia de impressoras 3Dl. A startup comercializa as máquinas, fabricadas por eles, e também desenvolve protótipos idealizados pelos clientes e projetados em parceria entre a empresa e os consumidores.

A X4 é uma empresa jovem, mantida por quatro jovens empreendedores e com tecnologia que surgiu há pouco no mercado. Para os envolvidos, um empreendimento difícil de explicar. “Sempre que alguém me pergunta do que se trata a X4, eu adianto que vou precisar de 15 minutos para explicar”, diz Thiago. Ele e Lucas Feil, 25, iniciaram a empresa há cerca de um ano. Atualmente, dividem o espaço de trabalho com duas estagiárias: Laura Kreuz e Priscila Miotto, que ajudam na parte administrativa e tecnológica, respectivamente.

Thiago, Lucas e Laura no H2Hub. (Foto: Vitória Padilha/Beta Redação)

Os quatro trabalham em uma sala pequena no complexo da Unitec, espaço na Unisinos voltado para negócios e localizado dentro do Parque Tecnológico Tecnosinos. A X4 encontra-se incubada, período de desenvolvimento que empresas passam para aperfeiçoar seus métodos e receber consultoria e qualificações para colocar em prática o empreendimento. “Ter ajuda no empreendedorismo é essencial para nós”, diz Thiago. No dia a dia, o ritmo da startup envolve todos em todas as tarefas, mas Lucas explica que é responsável pelo design, criação e parte mecânica, Thiago cuida da programação, eletrônica e design, Laura é responsável pela administração e Priscila está na programação.

No escritório, ostentam uma miniatura do castelo de Hogwarts, do universo mágico de Harry Potter, além de um capacete do Darth Vader, de Star Wars, feitos pela impressora 3D. “Nós trabalhamos com a fabricação das impressoras, mas também criamos peças impressas”, explica Lucas, esclarecendo que a tecnologia 3D auxilia principalmente os empreendimentos que trabalham com protótipos de plástico.

Protótipo do Castelo de Hogwarts . (Foto: Vitória Padilha/Beta Redação)
“Empresas do ramo usam algo chamado matriz de injeção, um molde para fabricar peças de plástico em grandes quantidades. Se há alguma dúvida de que a peça projetada é a ideal, é melhor usar a impressão 3D, com custos bem menores”, diz Lucas.

A impressora também é a melhor opção para peças produzidas em pequena escala, já que o preço da matriz pode chegar a cerca de R$ 20 mil, conta o jovem. “Nos falam de uma ideia e nós oferecemos a oportunidade de sentar e projetar juntamente com a pessoa”, diz Thiago. Laura conta que um dos projetos em desenvolvimento é um curso sobre a tecnologia 3D para os clientes interessados, que aconteceu no dia 21/10, no H2Hub.

“Se junta e vem comigo”

Lucas conta que a parceria com Thiago surgiu em uma conversa informal. Os dois se encontraram em um evento. “Encontrei ele, falei sobre a ideia e convidei: se junta e vem comigo”, disse Lucas. A vontade de empreender surgiu quando Lucas aprendeu a montar uma impressora 3D. “Sempre fomos de fazer as coisas com nossas próprias mãos”, comenta Thiago. “Viemos de um movimento maker, algo como ‘faça você mesmo’”. Lucas participou da banca para entrar para a lista de empresas incubadas e em menos de um mês estavam empreendendo. “Em questão de semanas elaborei um plano de negócios e participei do processo para incubar a X4”, disse o jovem.

Os integrantes da X4 planejando novos projetos. (Foto: Vitória Padilha/Beta Redação)

Há um ano trabalhando em conjunto, os dois concluem que têm obtido resultados mais satisfatórios do que o esperado. “Do produto principal, que é a impressora, ainda não tivemos nenhuma venda; mas o reconhecimento da X4 já veio. Os nossos serviços já estão se destacando”, conta Lucas. Outras startups citaram o nome da empresa de automação durante o processo seletivo para integrarem a incubadora. “Foi aí que ficou nítido o crescimento da X4, em questão de nome, mesmo sem a gente ter feito propaganda”, declara Thiago. “Tivemos medo de divulgar e não dar conta da demanda”, completa Lucas.

Jovens empreendedores

Vanessa Batisti, professora da Unisinos do eixo de Gestão e Negócios, conta que a Unitec atualmente tem 52 empresas incubadas. “A startup pode passar de 24 a 48 meses nesse processo, em um crescimento, onde os envolvidos podem dar um rumo certo à empresa”, explica.

Sobre o fenômeno das startups, ela declara que a atual geração é mais empreendedora do que as anteriores. “A juventude quer mais que dinheiro”, decreta, completando que os mais jovens não se encaixam no modelo antigo e burocrático de negócio. “Os novos empreendedores preferem algo mais informal, que foge do que se vê nas empresas mais antigas”, completa. Segundo ela, os jovens têm sede de inovar e empreender. “Empreender não é só criar um negócio, é um comportamento”, declara.

Os quatro jovens da X4, assim como Vanessa descreve, têm sede do que vem pela frente. Para o futuro, Lucas espera continuar crescendo e “estar produzindo uma quantidade considerável de impressoras, quem sabe um dia exportando alguma coisa”, diz. “Há muito caminhos e projetos a seguir”, completa Laura. “Ainda não sabemos como o mercado vai reagir”, pondera.

H2Hub

A Unitec conta com o H2Hub, espaço de inovação e geração de ideias, pensado para deixar a criatividade fluir. Vanessa é uma das responsáveis pelo local, junto com os professores Alexandre Pereira e Isabel Cristina Santos, e conta que “o intuito é conectar pessoas”, diz, porque, segundo ela, é o que o ramo da inovação precisa. Além disso, quem for ao local poderá ter consultoria com os três profissionais.

Espaço do H2Hub, na Unitec, que fica dentro do Tecnosinos. (Foto: Vitória Padilha/Beta Redação)

O espaço inaugurou há dois meses e fica na sala G12 225, estando aberto das 09h às 19h. Para usufruir do local, há preços a partir de R$15.

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