Em pré-campanha, Ciro Gomes se apresenta como candidato à presidência
O pedetista criticou duramente o governo federal e se posicionou como uma terceira via para as eleições em palestra na capital gaúcha
Nesta quinta-feira (24), ocorreu a 1ª Jornada em Defesa do Servidor Público no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. O ato foi de iniciativa da deputada estadual Juliana Brizola, juntamente com a Fundação Leonel Brizola e 13 sindicatos. O ato teve como principal atração o pré-candidato à presidência pelo Partido Democrático Trabalhista, Ciro Gomes. Em uma mesa recheada de políticos pedetistas, como o deputado estadual Enio Bacci, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o ex-prefeito de Canoas, Jairo Jorge e também representantes de sindicatos, o evento começou com uma hora e meia de atraso.

Praticamente metade do local era ocupada por sindicalistas, enquanto a outra parte se dividia entre estudantes e militantes de esquerda. Recebido com gritos de “Brasil, pra frente, Ciro presidente” e faixas com os dizeres “Ciro Presidente 2018”, o evento tinha ares de comício. Uma das primeiras falas, da presidente do CPERS, Helenir Aguiar, já dava o tom do debate. “Nós temos um compromisso muito grande, se nós não escolhermos bem no ano que vem essa quadrilha não largará o osso”, afirmou.
Evocando o conhecido bordão de Leonel Brizola, Ciro falou dos “interésses” que movem a atual política brasileira que, segundo ele, está em colapso. O pré-candidato se colocou como um debatedor, em um tom mediador disse que não estava ali para se promover. “Não vim aqui para me engrandecer. Vim para conversar e dialogar com a sociedade e para combatermos o que aí está”, disse Ciro. Ainda em um tom apaziguador, o pré-candidato se colocou contrário às polarizações. “Tivemos dois lados na última eleição. Ambos roubaram descaradamente. Se coloquem no lugar do povo. Imaginem vocês com diversos problemas e ainda conseguirem ter vontade de sair às ruas para protestar. Não tem”, finalizou uma das suas primeiras falas, criticando parte dos militantes de esquerda que, segundo ele, reclama de a população não sair às ruas.
Mesmo tendo iniciado sua carreira política em partidos do espectro político de direita, Ciro criticou a agenda que ele considera como “entreguista” e “neoliberal”. “As reformas desse governo são tão estúpidas que se tornarão insustentáveis já nos primeiros anos”, disse o ex-deputado, que citou como exemplo a PEC dos gastos. “Se tem alguém que tem que ser cortado e paralisado é Michel Temer! Vá para a privada Temer!”, finalizou, criticando fortemente as políticas do atual presidente.

Em cada crítica mais dura de Ciro ao presidente Michel Temer, a plateia se levantava e o ovacionava, reforçando o clima de pré-campanha do evento. Para o diretor da União Nacional dos Estudantes, Tiago Nogara, a oportunidade de mudar o cenário político e econômico em 2018 passa pela eleição de Ciro Gomes. “Eu acredito em uma frente única, não podemos mais dividir os votos como dividimos antes. Eu sigo dizendo aqui o que digo para todo mundo, em 2018 é Brasil para frente, Ciro Presidente”, finalizou o estudante.
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