Expectativa e paixão: o que os gremistas esperam da final

Otimismo motiva viagens e promessas por parte dos torcedores do tricolor gaúcho

Dez anos após a última participação em uma final da Libertadores da América, o Grêmio volta a disputar o tricampeonato. A decisão é nesta quarta-feira (29), diante do Lanús, na Argentina. O tricolor gaúcho venceu o primeiro jogo por 1 a 0 na Arena. Mas quais são as expectativas dos torcedores? Será que o tri da América pode consagrar mais um título para o Grêmio?

Otimista com o tricampeonato do time gaúcho, o torcedor Maurício Machado, 26, fez uma promessa caso o tricolor conquiste o tri da América: vai batizar seu filho, que nasce em março de 2018, com o mesmo nome do camisa 7 do Grêmio, Luan.

Maurício e a esposa no chá de revelação do sexo do bebê. Foto: Arquivo Pessoal

A ideia surgiu a partir de uma primeira promessa que fez caso o bebê fosse menino, já que a ecografia feita pela mulher indicava que havia cerca de 80% de chance de ser uma menina. “Chegaram a comprar roupas rosas”, conta. Para que nascesse um garoto, Machado fez a promessa de que iria todos os anos na procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, que acontece no dia 2 de fevereiro, seu aniversário.

Como deu certo, resolveu deixar o destino na mão de mais uma promessa. No último domingo antes da final, resolveu que daria a homenagem ao atacante caso o campeonato venha. “Como deu certo na primeira promessa, já somos tri da América”, brinca.

Leonardo Ogrodowski, 25, morando na Paraíba desde 2015, percorreu quase quatro mil quilômetros para ver o jogo na capital, junto dos amigos. O torcedor viajou de João Pessoa até Recife de carro, foi de avião até São Paulo e, depois de um segundo voo até Chapecó, ainda pegou uma carona com o pai até Erechim, onde finalizou a saga em uma excursão até Porto Alegre. Ele, que é sócio do Grêmio há seis anos, conta que sempre costumou viajar para acompanhar as competições. “Minha vida inteira foi viagem para jogo, acho o melhor evento que eu faço. Sempre o melhor investimento, porque divido esses momentos com os meus melhores amigos”, conta.

Leonardo no primeiro jogo da final. Foto: Arquivo Pessoal

Ele relata que a viagem foi tranquila e toda a distância percorrida valeu a pena. “Ainda mais pelo resultado”, diz. Para o segundo jogo, o gremista segue em Porto Alegre para comemorar com os amigos. A ideia era de ir para a Argentina se a final fosse contra o River Plate, time eliminado na semi final pelo Lanús. Se o cenário fosse esse, a decisão do jogo de volta seria na Arena. “Na Argentina meus amigos não tinham pretensão de ir, então eu não vejo graça de viajar sozinho, sem comemorar com eles, que estiveram a vida inteira comigo”, justifica.

Rodrigo Popo, 32, gremista que também mora no Nordeste, em Recife, não viajou para ver o time. O torcedor tinha planos de sair de onde mora e ir até a Argentina acompanhar a final no estádio Néstor Díaz Pérez. “Estava tudo certo, mas infelizmente não pude comprar o ingresso”, lamenta. Segundo ele, houve dificuldade para comprar os ingressos em decorrência da grande procura. Em Porto Alegre, também passou pela mesma situação.

Há ainda quem consegue os ingressos e repassa por preços mais altos, prática condenada pelo Estatuto do Torcedor Lei 10.671/03, tendo pena de reclusão de um a dois anos e multa. “Conversei com pessoas que quiseram me vender, mas o valor é absurdo, R$ 700”, comenta, completando que achou melhor desistir da ida à Argentina. “Prefiro ficar com meu amigos gremistas aqui em Recife.”

Expectativa

Confira o que esperam os torcedores para o placar do segundo jogo: