GayPrix promove a luta contra o preconceito no esporte

Torneio de vôlei LGBT teve a participação de 11 equipes

PampaCats foi a anfitriã do evento (Foto: Hiago Neuberger/Divulgação)

Com a participação de 11 equipes do Rio Grande do Sul e de outros estados, Porto Alegre recebeu, no último final de semana, a competição de vôlei GayPrix. As partidas, disputadas exclusivamente por times LGBT, foram disputadas na sede do Sesc Protásio Alves. O troféu de campeã ficou com a equipe Magia Sport Club, de Porto Alegre, seguida por Poc’s Volley, de Caxias do Sul, e Avalon Voleibol, de Porto Alegre/RS, que ficaram com o segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Para Ivan Andretti, dirigente da equipe Pampa Cats, anfitriã do torneio, iniciativas como essa servem para dar visibilidade aos atletas da comunidade LGBT e mitigar o machismo e a homofobia que existem no mundo esportivo. “Jogando nesses times, os atletas se sentem muito mais àvontade. Não precisam ficar disfarçando seus trejeitos, sua forma de comemorar e se divertir”, argumenta Ivan.

Atualmente. a Associação PampaCats conta com outras quatro modalidades esportivas além do time que disputou o GayPrix 2018: futebol feminino e masculino, handebol e corrida. Ao todo, são 256 atletas inscritos. Ivan destaca que algumas equipes que participaram deste torneio em Porto Alegre montaram times de vôlei exclusivamente para a ocasião, visando dar apoio à causa. Recentemente, a PampaCats também disputou, com uma equipe de futsal, a Copa LGBT desta modalidade que foi realizada em Gramado , na Serra Gaúcha.

“A GayPrix vem para reforçar que somos pessoas normais como quaisquer outras, indiferentemente de nossa sexualidade. O esporte ainda tem muito preconceito, tanto é que não existe um jogador de futebol profissional assumido claramente”, pondera Pablo Acosta, coordenador da equipe de vôlei do Magia Sport Club que faturou o título do GayPrix de forma invicta — sem perder um set sequer.

Segundo Pablo, o GayPrix se insere em um movimento nacional de torneios voltados à comunidade LGBT e deve ter novas edições futuramente. “O torneio foi bem importante para demarcar espaço e mostrar que merecemos respeito. Os torneios exclusivamente LGBT ainda vão existir, como o caso da Ligay de futebol, até sermos inseridos devidamente na sociedade.

Além da competição esportiva, o GayPrix 2018 também incluiu programação com food trucks, DJs, exposição de artes plásticas, atividades esportivas, como “gaymada” e corrida, e apresentações artísticas gratuitas. A abertura do evento, no dia 7, foi marcada pela Conferência Nacional “O Esporte é para Tod@s”, que abordou a importância deste movimento para a visibilidade de atletas gays e quebra de preconceitos nesta área. A palestra principal foi ministrada pelo doutor em Ciências do Movimento Humano pela UFRGS, André Luiz dos Santos Silva.

Times que participaram do torneio:

PampaCats (anfitrião) (Porto Alegre/RS)

Bharbixas (Belo Horizonte/MG)

Beescats (Rio de Janeiro/RJ)

Magia (Porto Alegre/RS)

Avalon (Porto Alegre/RS)

Sereyos (Florianópolis/SC)

POCs (Caxias do Sul/RS)

Maragatos (Porto Alegre/RS)

Capivara (Curitiba/PR)

Fireballs (Porto Alegre/RS)

Thunders (Novo Hamburgo/RS)

O evento foi promovido em parceria pela Associação Sport Club PampaCats, associação sem fins lucrativos, e Sistema Fecomércio-RS/ Sesc