Foto: Natália Collor/Beta Redação

Sem dinheiro, 15 de Novembro de Campo Bom aposta em categorias de base

Após o encerramento do time profissional, em 2008, clube centraliza energias na formação de futuros jogadores

Natalia Collor
Aug 28, 2017 · 3 min read

Ir de mão dadas com o pai para o Estádio Sady Arnildo Schmidt, levar os filhos para assistir a um jogo no domingo, fazer um chimarrão e ir com as amigas ver os filhos jogarem no clube. Muitos pequenos jogadores que hoje treinam no Esporte Clube 15 de Novembro nunca viram o time profissional jogar, mas frequentam seu campo que reúne tantas memórias.

A época de ouro do futebol profissional do 15 foi encerrada em 2008, mas ainda traz boas lembranças para quem a viveu. Ao entrar no Estádio Sady Arnildo Schmidt, hoje se vê uma nova fase do clube. O campo é, grande parte do tempo, lotado de meninos sendo treinados, fardados com uniformes amarelo e verde.

Há dois anos, Evandro Felix da Silva, diretor de futebol do clube, entrou na gestão e decidiu focar na categoria de base. A história de como essa reestruturação começou surgiu com o filho do diretor que, hoje, aos nove anos, joga no 15. “Foi isso que me aproximou do clube, a vontade de reestruturar a categoria de base com seriedade”, afirma Silva.

As lembranças do time profissional inspira o atual gestor, Evandro da Silva. Foto: Natália Collor/Beta Redação

A escolinha de futebol do 15 treina crianças de cinco a 17 anos, e as mudanças que ocorreram nos últimos anos trouxeram novamente vida ao campo. Trata-se também de uma oportunidade para o time se estabelecer mais uma vez como símbolo de Campo Bom. “O clube é uma paixão para nós, moradores da cidade”, afirma Dalor Hack, campobonense e gerente administrativo do clube.

Além disso, o engajamento dos pais dos jogadores e da comunidade é essencial para o arrecadamento de fundos a fim de manter as necessidades financeiras. É o que Roni Verruch, um dos administradores da escolinha, conta. Segundo ele, bailes, cartões para meio frango e cachorro-quente são organizados por pais e comissão para arrecadar o dinheiro.

Roni Verruch é responsável pela secretaria da escolinha. Foto: Natália Collor/Beta Redação

“O apoio dos pais foi uma coisa que mudou aqui dentro. Antes, eles não eram tão engajados”, afirma Evandro. O diretor também dá o mérito à comissão técnica e à seriedade com que lidam com os times de base. “Antes, eles perdiam de 10 a 0 em alguns jogos. Hoje, dificilmente perdem um jogo. Isso motiva os pais a participarem”, conclui.

Porta para o mercado

Outro ponto é a preparação desses pequenos jogadores para o futuro. “Estamos mantendo viva a chance de um possível time profissional no futuro. Pode ser que a economia mude, e estaremos preparados com bons jogadores”, afirma Hack. Quando perguntados sobre uma possível volta do time profissional, a resposta é clara: quando tiver dinheiro.

Beta Redação

A Beta Redação integra diferentes atividades acadêmicas do curso de Jornalismo da Unisinos em laboratórios práticos, divididos em cinco editorias. Sob a orientação de professores, os estudantes produzem e publicam aqui conteúdos jornalísticos de diversos gêneros.

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Natalia Collor

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Aspirante a jornalista.

Beta Redação

A Beta Redação integra diferentes atividades acadêmicas do curso de Jornalismo da Unisinos em laboratórios práticos, divididos em cinco editorias. Sob a orientação de professores, os estudantes produzem e publicam aqui conteúdos jornalísticos de diversos gêneros.

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