Textos agradam os leitores

Poucas críticas para as reportagens entregues na última semana

Matheus Klassmann
Nov 5 · 6 min read
Temas relevantes, fluidez dos textos e fotos próprias foram elogiados. (Foto: Matheus Klassmann/Beta Redação)

Poucas foram as críticas direcionadas para as reportagens entregues na última semana. Ao contrário da anterior, onde os repórteres não utilizaram fotos de autoria própria, na última entrega apenas uma reportagem apresentou fotos de divulgação ou arquivo pessoal. Com um pouco mais de força de vontade, essa realidade poderá ser totalmente alterada para a melhor.

Em duas reportagens, os leitores apontaram como ponto positivo a escrita direta, enquanto que outra matéria recebeu elogio por possuir uma escrita que sai do padrão e vai para o lado literário. Não foram identificados erros gramaticais, apenas sugestões de trocas de palavras, seja por repetição ou melhor colocação da mesma. Elogios pela escolha das fontes também foram apontados.

Convém destacar ainda o imediatismo das reportagens, não divulgadas nestes formatos na mídia até então.

Incentivo à leitura traz mudanças na vida dos jovens — Pedro Hameister

Foto de autoria do repórter é ponto positivo desta matéria. (Foto: Pedro Hameister/Beta Redação)

A reportagem escrita pelo Pedro praticamente não recebeu críticas do Conselho do Leitor. O comentário do professor de Língua Portuguesa, Luiz Beal, resume bem sobre a escrita do repórter. Segundo ele, Pedro busca fazer algo diferente em seus textos. “Sinto que ele tenta, muitas vezes, sair um pouco do padrãozinho do texto jornalístico. Isso é arriscado, sim, mas é inovador, renovador e inspirador. Dá vontade de ler. Seu texto é simples e bem montado”, elogia.

Conforme Beal, a abertura da reportagem é um tanto brilhante, pois soa provocativa e reflexiva. “O final, com depoimentos de crianças leitoras, evoca esperança. Mais do que um texto com o propósito de relatar algo, é um texto cheio de pequenas mensagens. Isso é escrever com inteligência”, complementa.

Julia Specht entende que o tema interessa às pessoas na atualidade, sendo a leitura uma possibilidade de viajar e conhecer outros mundos e realidades. “O autor traz isso, a importância da leitura na vida das pessoas principalmente dos jovens que são o futuro. A escrita da matéria é muito boa, sendo bem compressível. Trazer o depoimento de jovens, de diferentes idades enriquece a matéria e a deixa gostosa de ler”, acrescenta.

Vanessa Preuss concorda que trata-se de um texto muito bem escrito. “Comparação com alunos que já fazem uso dessa prática nas escolas com os que chegaram a pouco ilustraram bem o resultado da prática da leitura. Acho que o autor poderia citar alguns livros já lidos, e quem sabe até deixar espaço para os alunos recomendarem um livro que gostaram de ler para nós que lemos essa matéria”, sugere. Já Moises Hensel considera a introdução e, em especial, o detalhamento do projeto ‘Lendo pra Valer’ confuso. “Nos subtítulos o texto se encorpa e fica agradável a leitura”, avalia.

Como editor da coluna, convém mencionar que houve um erro por falta de atenção ao manual de redação utilizado pela Beta Redação Números de 0 a 10 devem ser escritos por extenso. Pedro, contudo, escreveu “8” ao longo do texto. Outro fato que merece destaque é que o repórter conseguiu elaborar uma reportagem muito diferente do release publicada pelo governo do Estado explicando brevemente o projeto. Ponto positivo para o repórter.

Confira a matéria aqui.

Estância Velha é modelo no trabalho de resgate de animais maltratados — Stephany Foscarini

Repórter utilizou fotos de arquivo ou de órgãos vinculados à reportagem. (Foto: Prefeitura de Estância Velha)

A matéria da Stephany aborda um assunto interessante, mas o Conselho do Leitor é unânime em apontar que faltam dados e uma introdução um pouco mais literária ou menos direta. Outra questão já discutida anteriormente aqui nesta coluna é a ausência de fotos de autoria da repórter. E neste caso nem dá para falar em dificuldades, pois cachorros abandonados se encontra facilmente.

No entendimento de Vanessa Preuss, a primeira foto poderia ter sido melhor, mostrando o cachorro, “embora mostre bem o cuidado da veterinária com os cachorros”. Vanessa revela que sentiu falta da informação de onde os animais ficam enquanto aguardam adoção no caso de serem recolhidos. “Lares de passagem? Um local cedido pela prefeitura? E como é feito a verificação dos cuidados com os animais recém doados: É feita uma entrevista para essa adoção? São visitados posteriormente à adoção para ver se estão bem cuidados nesse novo lar?”, questiona.

A jornalista Nicole Fritzen também acha que faltaram algumas informações que poderiam contextualizar mais o assunto. “Há quanto tempo é feito o resgate de animais na cidade? Há quanto tempo a policial Daniela atua e desenvolve atividades em Estância Velha?”, argumenta. Moises Hensel, por sua vez, alerta para tomar cuidado para que a citação de vários órgãos públicos não confunda o leitor. “Poderia haver uma identificação melhor dos animais já resgatados, talvez com um quadro com números”, avalia.

Luiz Beal nota que a autora possui um cuidado grande em manter a formalidade e a correção do texto. “Isso é uma atitude cautelosa, que torna o texto de uma qualidade difícil de questionar, mas pode torná-lo maçante. O acréscimo de uma narrativa em meio à matéria foi uma digressão muito interessante do teor do texto, pois quebrou a formalidade do texto, e gosto muito dessas variações”, diz. “Ao final, informações sobre o que fazer a respeito de maus-tratos contra animais foram importantes e relevantes ao contexto da notícia; porém, ao não apresentá-lo na forma de texto e sim praticamente como tópicos, foi, para mim, um fim um pouco indigno para algo tão interessante”, completa.

Confira a matéria aqui.

Recursos obtidos com a coleta de tampinhas beneficiam hospital — Lianna Kelly Kunst

Legenda utilizada nesta foto na matéria gerou dúvidas por parte dos leitores. (Foto: Lianna Kunst/Beta Redação)

Como nenhum veículo de comunicação divulgou o projeto até então, a tarefa da repórter se tornou ainda mais importante, exigindo investigação e boa apuração por parte da Lianna. No entanto, há sugestões de melhorias por parte dos leitores. Para Nicole Fritzen, no terceiro parágrafo do subtítulo “Programa Tampinha Legal”, no terceiro parágrafo, a primeira frase poderia ser mudado o emprego do “por que”. “A frase ficaria melhor se fosse ‘Questionada sobre o porquê da utilização das tampas plásticas’”, avalia.

Vanessa Preuss acredita que poderia ser esclarecido se a ação em Salvador do Sul organizada pela empresa Mega Embalagens beneficia o hospital e a Apae de Barão, conforme informado abaixo da segunda foto. “O valor arrecadado nesses dois anos foi repassado para o hospital. Mas as quase 4 toneladas de tampinhas plásticas, gerou esse valor total, ou teve outro valor não informado repassado pra APAE também? Acho que o título poderia citar as duas entidades”, questiona.

Moises Hensel acredita que demorou a ser explicado sobre o Programa Tampinha Legal. “Poderia ter sido pontuado anteriormente no texto. O texto é compreensível, porém poderia ter mais fluidez. Algumas pontuações e ponderações travam o texto”, analisa. Julia Specht nota que em algumas partes há uma certa mistura, fala-se de algo, depois muda-se e volta a fala inicial. “O final poderia ter sido feito de uma maneira diferente, além da autora poder ter trazido falas de pessoas da comunidade, sobre o acontecimento”, comenta.

Para Luiz Beal, o valor de um bom texto está em sua clareza e capacidade de envolver o leitor. “Este texto possui uma ótima simplicidade, e é complementado com informações sobre o processo de coleta e reciclagem das tampinhas que são muito bem-vindas. O texto não peca por excessos nem por falta de algo. É direto, claro, bem montado, com imagens pontuais que tornam a leitura mais interessante. Ótimo uso da linguagem e dos tempos verbais”, completa.

O editor da coluna notou que poderia haver uma substituição de “além disso” em dois parágrafos consecutivos — o que causa certa pobreza ao conteúdo naquele determinado ponto do texto. Isso deve ter ocorrido por falta de atenção.

Confira a matéria aqui.

Beta Redação

Matheus Klassmann

Written by

Reporter, estudante de Jornalismo e vereador de Tupandi. 23 anos.

Beta Redação

A Beta Redação integra diferentes atividades acadêmicas do curso de Jornalismo da Unisinos em laboratórios práticos, divididos em cinco editorias. Sob a orientação de professores, os estudantes produzem e publicam aqui conteúdos jornalísticos de diversos gêneros.

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