Do escritório para o aeroporto

Trabalho na Bionexo faz cinco anos, fazendo suporte nível dois e participando de projetos de integração dos sistemas dos clientes com a Bionexo, e assim como a maior parte da equipe de tecnologia, fico no escritório e tenho muito mais contato com clientes internos do que externos.

Há alguns meses atrás, tive a oportunidade de viajar à trabalho pela primeira vez, e em menos de quinze dias, conhecer dois estados e viver experiências diferentes, porém igualmente incríveis.

Num primeiro momento, com o convite de ir ao Rio de Janeiro, fiquei bastante apreensiva, por dois motivos. Primeiro, por um motivo pessoal, seria minha segunda viagem de avião, com um intervalo de mais ou menos cinco anos da primeira. Segundo, como profissional, é um projeto gigante e de um cliente importante para a Bionexo, onde eu, em particular não sabia exatamente o que esperar sobre o que seria exigido de mim como profissional. Mas apesar de todos os receios, arrumei a mala e fui.

O projeto consiste na troca dos sistemas de gestão de um grande cliente da Bionexo, integrando diversas áreas internas e também unidades distintas do mesmo grupo. Em relação à Bionexo, temos do nosso lado o desafio de ajudar a equipe de tecnologia do cliente à fazer dar certo a integração entre esse sistema novo e a Bionexo, além de apoiar e orientar alguns processos da área de compras. O trabalho é minucioso e para cada alteração realizada, seja ela no fluxo ou no próprio código, voltamos e testamos tudo novamente, garantindo a qualidade.

O cliente conta com a nossa experiência e não sei nem como descrever o quanto é gratificante participar de algo assim. O projeto é realmente grande, com um número significante de pessoas engajadas em fazer dar certo cada pedacinho desse projeto. E é importante também lembrar que essa experiência não seria talvez tão enriquecedora se não tivesse o apoio de tanta gente boa que continua de lá do escritório fazendo as coisas acontecerem para entregarmos, não só a esse cliente, mas a todos, o nosso melhor. É gratificante ver o quanto o trabalho em equipe pode agregar valor a um projeto como esse, mesmo que sejamos somente uma pecinha de todo um quebra-cabeça.

O reconhecimento do trabalho que fazemos e os elogios recebidos, são provas de que, quando damos muito de nós por um trabalho bem feito, vale a pena.

Na semana seguinte, após ir ao Rio de Janeiro pela primeira vez (de tantas outras), tive outra experiência, dessa vez a passagem de ida tinha como destino a cidade de Vitória no estado do Espírito Santo.

A proposta de ir ao Espírito Santo, foi para que junto com o comercial e GDC (Gestão e Desenvolvimento de Clientes) , pudéssemos levar aos principais hospitais da região, um pouco mais de tecnologia e facilidade para realizar as compras através da Bionexo. O desafio dessa vez era apresentar para eles a nossa solução de integração por web services. E lá fomos nós.

Apresentei, para mais ou menos uns 20 representantes desses hospitais, a integração com a Bionexo, depois fomos sabatinados com tantas perguntas técnicas e não técnicas que quando terminamos percebi que depois desse desafio, como profissional, cresci um pouco mais.

Porém, a minha experiência no Espírito Santo não acabou ai, com a reunião marcada para a parte da manhã e meu voô somente a noite, após almoçar uma moqueca capixaba maravilhosa, neste mesmo dia, antes de voltar para São Paulo, tive a oportunidade de acompanhar uma apresentação do Comercial, onde a nossa representante fez um verdadeiro show, a apresentação foi incrível, tão cheia de detalhes e informações e que a cada slide eu ficava boquiaberta. Não tenho como descrever o tamanho da admiração que nasceu ali pelo nosso comercial. Ali, eu pude perceber que para conquistar cada um dos nossos clientes, é exigida muita dedicação, estudo sobre cada cliente e um conhecimento absurdo do mercado, processos, etc. Acabou a reunião e eu que nem sou cliente, quase perguntei “Onde que eu assino?”.

O que aprendi com essas experiências é que toda oportunidade de conhecer algo novo, seja participar de um projeto externo ou aprender um pouco mais sobre o trabalho do colega que fica logo ali do lado, é válida e faz com que a gente cresça um pouco mais como profissional e pessoa.