Por que ainda vestimos produtos da moda que maltratam os direitos humanos e o meio-ambiente?

Júnnia Moreira
Dec 22, 2019 · 2 min read

É sabido que as grandes marcas da indústria fashion se utilizam de trabalho escravo, matéria-prima com poluentes e produtos de baixa durabilidade. Pensando nisso, por que o consumidor final ainda opta por comprar dessas marcas, mesmo consciente de todos esses problemas?

Imagem fotográfica. Imagem mostra a alça de uma sacola de papel.
Imagem fotográfica. Imagem mostra a alça de uma sacola de papel.
Photo by Lucrezia Carnelos on Unsplash

A mudança no mercado da moda acontece a partir dos anos 1980 com “um novo padrão de consumo, sustentado com base em um tripé: baixo custo de produção, rápido escoamento da distribuição e preços atrativos — anualmente, cerca de 80 bilhões de roupas são vendidas em todo o mundo, média superior a 11 peças por habitante da Terra.” São dados da Revista Galileu.

A descentralização dos serviços permitiu que as grandes marcas contratassem confecções à preços muito baixos, geralmente situadas em países do sudeste asiático ou da África, cujas condições econômicas e a flexibilidade dos direitos trabalhistas permitem um substancial barateamento dos custos.

O rápido escoamento da produção também é um aspecto importante. A sacada da indústria é a de sempre manter novidades para estimular o consumo: “se as grifes tradicionais europeias lançavam coleções de roupas de acordo com as estações do ano, as marcas de fast fashion despejam no mercado novos produtos a cada semana.”

Esses são os fatores que tornam as grandes marcas sedutoras. Numa grande loja podemos comprar roupas relativamente baratas, sempre ter a mão uma peça recém lançada e praticidade na hora da compra. Porém, o preço que se paga por este conforto é alto. É o custo do nosso planeta e da insalubridade de muitas vidas.

Mesmo sabendo disso, muitas pessoas desacreditam em algo fundamental: que podemos fazer a diferença. Descrentes disso, acabam pensando que o consumo individual é pequeno demais para frear um sistema tão poderoso de geração de lucros e assim cedem às grandes indústrias.

Precisamos acreditar e nos esforçar ao máximo para reduzir nossa dependência das marcas de fast fashion. Há vários meios alternativos e nos propomos a ser um deles.

Na Âme acreditamos nas potências locais e na criatividade. A gente ama moda, acha que se vestir bem é saudável e faz parte da expressão humana. Por isso, fazemos o máximo para aproveitar os benefícios da tecnologia atual para produzir roupas de forma inteligente, sustentável e ética.

Faça parte desse movimento, conheça nossos princípios e se inspire para fazer a diferença.

Fonte de pesquisa: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2016/06/escravos-da-moda-os-bastidores-nada-bonitos-da-industria-fashion.html

Blog Âme

A Âme nasceu com o propósito de criar produtos de forma justa e sustentável. Focamos no consumo consciente, nos processos artesanais e trabalhamos com matérias-primas naturais e de baixo impacto ambiental.

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