Design para a vida real

O mundo real é bem diferente da prancheta.

A Apple não aprendeu o suficiente com os problemas deste mouse.

Depois dos problemas com o mouse redondo do iMac original, a Apple lançou um modelo melhor. Então foi aperfeiçoá-lo para incluir sensibilidade ao toque e… esqueceu da ergonomia. Mas isto consertado por um bloco de silicone de 10 dólares.

Imagine que você vai desenhar um controle remoto de TV a cabo. O principal objetivo do seu usuário deve ser assistir TV, obviamente. E como ele faz isto? Clicando no botão "Sair". Ou então clicando no botão "STB" (??) e depois em "Ok". Obviamente.

Este foi o benchmark dos fabricantes de ar condicionado

Meu exemplo favorito é o ar condicionado: os aparelhos possuem opções pra direcionar o ar frio para cima, para os lados… Mas não existe um jeito de o ar ser espalhado bem: sempre vai haver um ângulo em que alguém vai se sentir soprado pelo Superman.

Sabendo disso, algumas empresas criaram uma bela gambiarra. Por R$ 200 ou R$ 300 (talvez algo como 1/3 do valor pago pelo ar condicionado) você pode comprar um pedaço de acrílico, o defletor. Ele faz o papel que era do seu colega gripado: receber o sopro gelado e espalhá-lo melhor.

Design feito sem pensar no usuário sai caro, e pode deixar o ambiente mais feio

Esses e muitos outros exemplos foram feitos por gente talentosa, preocupada com seus consumidores. E provavelmente pareceram perfeitos à primeira vista. Mas não se saíram tão bem no uso contínuo no mundo real.

Corremos esse risco também: à primeira vista, o layout ficou ótimo com lorem ipsum. Mas você testou ler algo ali, além de texto fake?

Se não nos preocuparmos com o mundo real, corremos o risco de projetar algo que precise de um defletor.

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