Quando boa interface é interface nenhuma

Lembro quando o Easy Taxi começou com uma interação bem espertinha para pagamento: você deslizava o cartão para pagar. Divertido, prático, com uma metáfora bem usada. Mas agora isso parece neandertal: a não-interface de Uber, 99top e afins, em que você simplesmente sai do carro e o pagamento é feito sozinho, é muito melhor.

Quartz no aplicativo / Faz poesia diária / De modo informativo

Muitos apps tentam criar interfaces mirabolantes para computação vestível. Mas o haicai dos mercados do Quartz consegue ser muito mais divertido — e informativo — apenas com um texto bem escrito.

Um aplicativo de fechadura inteligente de porta pode ser muito bonito, usar Material Design, ser amor líquido pintado de degradê. Mas vai funcionar muito melhor se, em vez de você precisar abrir um app e dar meia dúzia de cliques para destravar a porta, ele simplesmente abri-la para você.

“Bom design é o mínimo de design possível” — Dieter Rams

Em documentários como Objectfied ou num episódio do MasterChef, você vai sempre ouvir que “menos é mais”. Optei por citar só uma frase a respeito acima porque, bom, dizem que menos é mais. Em termos de interface, isso faz mais sentido ainda.

Afinal, ninguém quer usar seu produto. Ninguém quer usar sua interface. O que as pessoas querem é resolver a vida delas e voltar para o Facebook. Se em vez de abrir seu app o usuário puder pedir à Siri que faça isso por ele, melhor ainda.

Menos design pode soar preguiçoso, mas é o contrário. Como bem sabe o Seu Madruga, trabalhar menos dá um trabalho danado. Fazer menos design também: cada botão, cada passo, cada linha pode ser repensada. Sempre foi assim:

“Mondrian sabe a importância da linha. (…) Cada linha supérflua, cada linha em lugar errado, cada cor colocada sem veneração ou cuidado, pode estragar tudo.” — Theo van Doesburg
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