Um novo começo de era?

Às vezes é difícil definir o que desenhamos. Já foram CD-ROMs e sites, agora são sites responsivos, apps, plataformas, casas conectadas, vestíveis… Entre tantas mudanças no design de produtos digitais, uma das poucas constantes é a mudança.

Por exemplo, nos livramos dos antigos sites em Flash que impediam o uso do botão “Voltar” do navegador. Mas agora somos vítimas de sites modernosos que sequestram a rolagem do mouse — você tenta descer a página mas ela vai para o lado, rola uma 'página' inteira, toca vídeo e o escambau.

Ganhamos recursos de métricas, mas junto vieram remarketings com mensagem de um amigável “Fulano de Tal” com nome e sobrenome, mas e-mail nãoresponda@corporation.com.

Nunca se falou tanto no valor da experiência do usuário, em inovação, design thinking, mobile first, blueprint, Greenpeace e Orange is the new Black. Mas são processos mesmo ou só buzzwords?

É fácil se dizer especialista na última buzzword, tentador chupinhar os FWA usando “inovação” como pretexto pra fazer qualquer coisa diferente, mas não necessariamente melhor. Isto não bom design. É no máximo um dinheiro fácil.

Design focado de verdade no usuário é honesto: ele quer ajudar, e não enganar. É design bonito, bem feito, mas que não quer impressionar: quer agradar. Com produtos digitais ocupando espaço em nossas mesas, bolsos e pulsos, precisamos cada vez mais de design fino, elegante e sincero.