2019, um ano de poucas metas

Todo ano eu faço AQUELA lista de metas. Teve ano que detalhava número de livros, de dias de exercícios. Teve ano que tinham até metas menores, para ir cumprindo ao longo do ano. E todo ano eu falho miseravelmente. E fiquei pensando no motivo que, na verdade, é bem simples: a vida não é essa lista de tarefas. Ela tem nuances e surpresas que brotam na nossa frente. Por isso, para evitar essa frustração, as metas desse ano são poucas e boas. Bom, no começo de 2020 eu direi se não mesmo.

Para começar está ler mais livros. Assim, bem amplo mesmo. Eu sempre coloquei um número exato e, quando notava, pegava um livro gigantesco para ler e me perdia na meta. Ler mais já é uma boa meta. Pode ser mais livros, pode ser mais tempo de leitura na semana. Qualquer opção já vai me deixar satisfeito.

Trabalhar. Sim, isso mesmo. 2018 eu esmoreci. Por questões pessoais, pela obra, não importa. E isso não significa que eu trabalhei pouco, longe disso. Mas trabalhei com pouco foco, com pouca ação. E esse ano é o ano do trabalho. De me dedicar a fundo ao que eu sonho e acredito. Não tem dia, não tem hora. E isso vai envolver estudo também. Dedicação real.

Essas próximas metas estão diretamente ligadas às de cima: ser mais focado e mais prático. Pegou uma tarefa? Foca nela e vai até o fim. Nada de fazer mil coisas ao mesmo tempo. O que importa esse ano é ver as coisas avançarem e não sair marcando como realizadas um monte de tarefas minúsculas.

Cuidar mais da saúde e da minha autoestima. Parece um contrassenso, já que eu corri 11 provas em 2018, mas eu preciso me cuidar todo dia. Esse último ano, mais de uma vez eu me olhei no espelho e odiei o que eu vi. E muito disso foi fruto do meu próprio descaso. Esse ano isso acaba. De pequenas ações vou promover a grande mudança.

Valorizar meus amigos. Já falei uma infinidade de vezes sobre como meus amigos são a minha família. Mas demorei para notar que, na verdade, essa família não necessariamente ela só cresce. Ela pode diminuir, ver pessoas entrando e outras saindo. Ano passado eu vi essa saída. E, se no começo doeu, no fim foi ficando claro que é um ciclo. E vários deles estavam se encerrando (na verdade já tinham se encerrado, eu que me recusava a admitir). E novos vieram. Em 2019 eu vou valorizar quem está comigo. E quem eu quero que esteja.