A tal da Capa da Trip

E a pauta de ontem foi a tal da capa da Trip. Eu vi, claro, e não comentei por absoluta falta de tempo. Mas não poderia deixar de expressar minha visão disso. E já adianto que é uma sucessão de elogios.

Como leitor da Júnior desde a primeira edição, sempre senti falta dessa realidade nas capas. Nada contra os moços lindos que estampam todo mês a edição mas sabe quando falta algo? Meu mundo não é apenas o daqueles corpos.

E esse é o primeiro mérito da Trip. Colocou o tão temido beijo. E sabe o mais bonito? Uma foto bem singela. Não tem língua, saliva, balada, luzes, nada. Não tem pegação. Tem apenas um beijo. Ponto. Como todo casal se beija. Ou vocês beijam seus respectivos e respectivas com esse furor toda vez?

O segundo mérito é tudo isso ter sido feito sem alarde. Sim, isso é um mérito. O alarde se fez pelas pessoas. A revista não saiu anunciando o “beijo gay na capa”. Ela fez. E mandou para a banca. Para mim isso diferencia fazer para mostrar que fez do fazer por acreditar no que fez. Sou sempre favorável à segunda opção.

Confesso que nunca comprei uma Trip. Mas hoje eu saio e com certeza passo em uma banca e levo a minha. Certamente merece ser prestigiada.

Ah, e leiam esse texto do @joaomarcio sobre o tema. Obrigatório!


Originally published at andresobreiro.com.br.

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