Balanço

Balanço 2018

Você acredita que a virada de ano renova as energias? Eu acredito. Não que seja culpa dos astros, de nada disso. Mas de cada um de nós mesmo. A ideia de um ano novinho em folha para sonhar e acertar e errar sempre me anima. E me faz olhar com um certo otimismo o ano que passou.

2018 não foi um ano fácil, não mesmo. Foi intenso, foi choroso, mas teve tanto aprendizado. Em 2018 eu aprendi a dizer não. Pode parecer uma bobagem, mas quantas vezes você disse sim querendo dizer o oposto só para agradar as pessoas? Eu várias. O medo da rejeição sempre me consumiu. E esse ano me esforcei para ser o mais verdadeiro comigo mesmo. Não quero ir em algo? Não vou. Não quero ajudar uma pessoa? Não ajudo. E as pessoas que entendam que eu — e todo mundo — tem limitações.

Aprendi também que amizades não são eternas mesmo. Vi pessoas queridas, que eu insistia em chamar de amigos, seguirem suas vidas. E eu ocupando espaço com elas. Não, elas não se tornaram minhas inimigas, nada disso. Só que a vida seguiu, o carinho está aqui, as boas memórias idem. Mas amizade demanda cultivo, cuidado, atenção. E foi mútuo a falta disso. Aliás, outro aprendizado: amizade é mútua. As pessoas se afastam e eu não vou me sentir culpado por isso, como se fosse o único responsável.

Essa mudança na chave, aliás, abriu espaço para novas amizades. E como isso foi importante para mim em 2018. Amigos alinhados com quem eu sou hoje e que me completam.

Mas, para chegar em tudo isso eu sofri. Vi fotos no Instagram e fiquei de coração partido. Remexi em sentimentos tão ruins e tão pesados que eu sequer pensava que eu tinha. Descobri que eu posso sim ser alegre, ser festivo, mas que aquele André explosão de alegria e “pilar de turma” não existe mais. Ou sequer existiu.

2018 me irritou, me fez xingar, botar para fora tanta coisa ruim que estava entalada aqui por anos e anos. E ainda tem bastante para botar, admito. Mas está me fazendo bem, no final das contas. Foi uma enorme jornada de autoconhecimento que só começou.