Caiu? Ok, agora levanta!

Viver, definitivamente, não é fácil. Não é fácil para mim, nem para aquela menina que tem a vida impecável no Instagram e nem para a Michelle Obama, que eu acreditava que teria a vida mais incrível de todas.

Tem dias que acordo e a única vontade é ficar ali, entre travesseiros e lençóis. E isso não tem nada a ver (no meu caso) com depressão. É só preguiça mesmo. Tem dias que eu acordo, todo disposto, me alongando, pronto para encarar tudo de frente. E ao primeiro e-mail lido, tudo se esvai.

E honestamente, a idade tem me ensinado cada vez mais que isso é ok. Não, não acreditem nem na minha e nem na persona de ninguém na internet. Especialmente naqueles que são sempre felizes e radiantes ou naqueles que vivem a reclamar. Altos e baixos fazem parte dos dias. Inclusive, você não é bipolar se agora está feliz e daqui dez minutos quer chorar, ok? Parem de se diagnosticar como se isso fosse chique.

E desde que eu descobri o Linfoma, isso está ainda mais claro. Ops, não sabia do Linfoma? Prometo que um dia desses escrevo tudo que aconteceu até agora. A descoberta da doença me fez chorar mais do que eu achava que eu conseguia em toda a minha vida.

Chorei de medo, chorei de gratidão, chorei quando não tinha pão para o café da manhã. Chorei pelas incertezas que estavam diante de mim e que eu deveria aprender na unha a controlar a ansiedade e esperar as respostas.

Caí várias vezes. E em várias delas eu tive uma mão para me ajudar a me reerguer. Mas, antes de qualquer coisa, eu aprendi que quando a gente cai, a gente levanta. É assim que a vida funciona. Se permita cair, para levantar de cabeça erguida. E seguir a vida assim, até a queda seguinte.