E o tal do boquete?

Quando eu fiz um post sobre o Dia do Sexo, todas as pessoas com quem eu conversei, sem nenhuma exceção, falaram que o boquete é fundamental. Sim, aqui a gente vai falar boquete. Assim, claro e límpido, sem medinho de palavras. Sexo Oral para mim parece sexo com ditado. É boquete mesmo. Boca no pinto (e nos arredores todos).

Dessa vez eu falei com vinte e cinco meninos gays sobre o tema e fiz para todos as mesmas perguntas, em busca de um cenário sobre a boa e velha chupada. Para começar, a importância do boquete. 36% disseram que, numa escala de 0 a 10, o boquete tem importância 10. Outros 28% deram a importância 9. E ninguém deu menos do que cinco. Sim, é importante mesmo.

Uma boa notícia é que 44% das pessoas que eu conversei, quando perguntada se prefere fazer ou receber boquete, não soube escolher e ficou na coluna do meio. Sério, até entendo quem tem questões, não sente prazer em receber (em fazer não! É tão legal), mas vamos resgatar a sábia frase de uma amiga “Nosso corpo é um grande brinquedão sexual”. Explorem.

Por falar em explorar, um sexo oral ótimo não tem uma fórmula. Cada pessoa curte uma coisa, sente mais ou menos tesão, mas alguns elementos são meio que em comum e eu reuni os mais citados. Para começar, nada de preguiça. Estamos falando de um pinto, não de um picolé caseiro de suco de limão. Não é para botar a língua para fora e lamber. Explore cada pedacinho do pau e de todos os arredores. Bolas, a virilha, o bom e velho cunete, a bunda, tudo. Está ali na região? Cai de boca. Na pior, você vai descobrir algo que a pessoa não curte. Mas sempre melhor pecar pelo excesso que pela falta.

Outra coisa é a sua língua. Repare nela agora e perceba: ela se move com facilidade. Use isso a seu favor. O repertório de texturas e movimentos é gigantesco e todo mundo só tem a ganhar com isso. E se você for a pessoa que está recebendo, demonstre. Sério, a pessoa está ali, te chupando toda empenhada e você com cara de morto? Ninguém é obrigado a adivinhar qual a parte que você mais gosta. Demonstre, fale, faça barulho, gemido, o que for. É o seu pinto, afinal de contas. O prazer é do seu interesse também.

No outro lado, algumas coisinhas estragam com força qualquer boquete. Se o empenho é valorizado, a preguiça é bem desvalorizada, claro. Mas o mais importante é: guarde seus dentinhos bem guardadinhos. Ok, você curte aquele dentinho batendo na cabeça do pau? Você é minoria. Boca e língua já é mais que suficiente. Não custa recordar, mas deixar tudo limpinho é bem legal. Não precisa estar com cheiro (e gosto blerght) de Sabonete Vinólia, mas uma limpeza é fundamental.

Por fim, sejam criativos. No ato, em lugares (sem atendado ao pudor, ok?), nos horários. E para te ajudar, perguntei os lugares exóticos que os amigos já fizeram ou receberam uma boa chupada. Carro em movimento, cinema, escada de incêndio, biblioteca, coxia do teatro (alô, amigos artistas!), numa pracinha, com aquela plateia que acha ok assistir, estacionamento, cachoeira, o clássico banheirão. Enfim, criem! Divirta-se e chupe muito!