E quando as forças somem?

Não, nós não somos invencíveis. Nenhum de nós é. Perdemos batalhas que gostaríamos de ganhar com mais regularidade do que a gente espera. Isso não faz de ninguém um perdedor, mas sim um ser humano, com vida real.

A gente não vive em um mundo mágico de fotos lindas do Instagram, viagens paradisíacas ou no meio do Pinterest. E muito menos na programação do GNT. A vida de todo mundo tem sim seus momentos deliciosos, mas em geral é bem sem graça e monótona, cercada por momentos ruins.

Pessimismo? Acho que não. Acho que bem mais uma necessidade de enxergar que a vida é assim. Sabe aquela coisa de esperar pouco para evitar a decepção nossa de cada dia? Mas tem dias (e semanas, e meses…) que as forças simplesmente somem.

Dias em que a beleza das pequenas coisas se torna irrelevante e tudo que a gente sente é vontade de ficar em posição fetal na cama. Ou vendo aquela série boba que você adora, desligando a cabeça e o coração de absolutamente tudo.

Se você simplesmente pode fazer isso, faça. Mas se você, assim como eu, tem boleto aparecendo por debaixo da porta com regularidade, a coisa muda um pouco de figura. Alguns anos atrás eu diria: lute, você é forte e bla bla bla.

De 2012 para cá, eu aprendi uma coisa: VIVA. Viva suas alegrias quando elas existirem. E viva os momentos ruins, chatos, depressivos da vida também. Eles fazem parte. Claro, aqui eu falo daquele bode que bate na gente, não de depressão, a doença que precisa de ajuda médica.

Curtiu o bode? Aproveite bastante para pensar. Momentos assim ajudam a gente a amplificar problemas. Se por um lado isso faz tudo parecer pior, ao mesmo tempo ajuda a gente achar aquele incômodo que não parecia nada, mas no fundo irrita um monte. E, saindo dessa fase, hora de correr atrás do tempo perdido.

Ah, acho que eu ainda estou na fase de querer estar em posição fetal.

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