Eu quero falar sobre culpa…

André Sobreiro
Dec 2, 2019 · 2 min read

Olha, o tema da vez por aqui pode parecer extremamente óbvio para alguns de vocês. Mas algumas coisas empacam na nossa cabeça, na nossa sanidade e a gente precisa botar para fora.

Eu vivi a minha juventude com muita intensidade. Me permiti acertar, errar, experimentar, descobrir. Até que veio o ano de 2012 e eu tomei a primeira grande porrada da vida (são três até agora…). Aquilo foi tão devastador para mim que o André jovem, o André que gosta de sair, de fazer programas com amigos morreu. Pelo menos eu achava.

Por longos anos eu hibernei. Eu me sentia extremamente desconfortável com a ideia de sair, de interagir com outras pessoas, me enxergava como um risco. E todos esses anos eu usei para que isso fosse trabalhado e superado. E foi.

Foi assim que, no último ano, comecei a sentir vontade de reviver aquele André. Que gosta de sair para dançar, da vida noturna, de explorar mais esse lado. E aí comecei a sentir a culpa, tema disso tudo. Esse André ele existe dentro de mim, sempre existiu. Mas estava tão sufocado ao longo de sete anos que para muita gente ele é só uma lenda antiga. Um causo de bar que parece história de pescador, de tanto que destoa de quem eu “sou” hoje.

Mas sabe o que eu aprendi, sentindo tudo isso? A sublimar esse sentimento. Não que eu já esteja pleno nessa missão, mas aprendi a olhar a minha culpa e entender que ela não tem razão de existir.

Quando eu escolho reviver esse André, eu não escolho ser o jovem de 20 e poucos anos que ia no Sonique e no Emme. Eu escolho ter as sensações boas daquele André. Sem, em momento algum, desrespeitar quem está ao redor do André de 2019. Cebola, sabe? É só mais uma camada de uma pessoa que tem cada vez menos certezas na vida se abrindo. Só mais uma camada de alguém que entendeu que viver e ser feliz devem ser sinônimos. E que se não é, a gente tem que lutar para ser.

André Sobreiro

A vida como ela é: colorida e com tons de cinza

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