O que você quer da vida?

Quando a gente é criança, ouve demais a frase “o que quer ser quando crescer?”. E, com a magia do que é ser uma criança, a resposta vem fácil. Jornalista! Paleontólogo! Engenheiro!

Os três acima eram respostas minhas (as que eu me lembro). Mas os anos passam, as escolhas vão se afunilando e aquilo que era uma resposta rápida e volúvel, começa a se tornar uma resposta rápida e incisiva. A minha era o jornalismo. Não que eu quisesse necessariamente ser jornalista, mas adolescente precisa de certezas, nem que seja para se enganar.

E é nessa decisão que a gente deixa os primeiros sonhos pelo caminho. Nem sempre a gente acerta. E nem sempre a gente erra. O meu caso, por exemplo, é a prova que as duas alternativas estão corretas. Eu não quero ser jornalista naquele conceito mais tradicional, que a tia do interior espera. Mas o que eu quero (hoje!) é algo que está perto do jornalismo. Deu para entender?

Sim, é esse exatamente meu ponto. Admiro (será?) quem tem certezas claras e absolutas. Mas esse definitivamente não é meu caso. Minha atual carreira sequer existia quando eu entrei na faculdade.

E onde eu quero chegar com essa enorme viagem? Em uma divagação que eu ando tenho. Qual a idade para mudar o rumo profissional? Não existe. Seja uma mudança brusca, sejam breves mudanças, o que importa é: faça constantes avaliações. Da sua situação financeira, do seu cenário, da sua satisfação. E ajuste no que for preciso. Vai dar medo, mas o resultado compensa.