Obrigado, J.K. Rowling

Depois de amanhã (ou um pouco menos, se você estiver lendo isso depois do dia que eu postei) a minha vida como fã de Harry Potter ganha novas histórias com a chegada de Animais Fantásticos e Onde Habitam aos cinemas. E por isso eu queria falar sobre esse mundo mágico.

A primeira vez que eu tive contato com o mundo da magia foi completamente por acaso. Eu já via os livros sendo lançados, mas, assumo, não tive interesse em ler. Eu estava em uma fase de ler Agatha Christie sem parar e aquele mundo não me interessava de cara. Mas eu tenho uma irmã que não se interessava por ler e, para ela, eu peguei A Pedra Filosofal. O livro ficou largado e eu li. Nascia um amor eterno.

Harry Potter, como quase todas as ficções que eu curto ler, se baseia em criar universos. E eu sou o tipo de pessoa que entra nesses mundos e passa a acreditar neles. Sim, obviamente que Hogwarts existe. E o Beco Diagonal. E Fred, Jorge, Lupin, Luna, os Weasley todos, Hermione, Rony, Harry.

Foi assim que fui me envolvendo e acreditando e quando eu notei, esperava com ansiedade por cada livro e, depois, por cada filme. Sim, como fã que sou, meu senso crítico quase desparece e, mesmo sabendo que as tramas são bem melhores e mais profundas nos livros, é sempre lindo ver a materialização do que eu imaginava.

O último filme — que eu guardo a entrada até hoje — eu vi pela primeira vez em 14 de julho de 2011. E ainda lembro das sensações de ouvir pela última vez aquela trilha nos cinemas. De pela última vez eu conviver com o mundo da magia que Rowling criou para os cinemas. E de como eu chorei antes ainda da primeira cena, com o logo da Warner e a trilha sonora.

Entende agora onde eu quero chegar? Mais de cinco anos depois, o que era uma despedida e que foi bem sofrido, se tornou só um até logo. Os meus personagens amados não estarão lá. Serão novas pessoas. Mas o personagem mais importante de todos está de volta: o mundo mágico de J.K. Rowling, dessa vez com Newt Scamander e Animais Fantásticos e Onde Habitam, aquele livrinho minúsculo que a gente nunca deu a atenção devida. Um mundo que eu aprendi a amar pelo acaso e amarei para sempre.