Para onde vai o teatro?

Bom, daqui uns poucos dias estreia Adeus, Fadas e Bruxas. E eu prometo que falarei sobre a peça depois que acabar a temporada. Mas a minha cabeça exige planejamentos e eu não poderia chegar nesse ponto aqui sem ter um.

Para ser completamente sincero, eu comecei esse planejamento assim que o processo do Fadas começou. Mas, talvez me contradizendo um pouco do que eu acabei de dizer, eu planejo para derrubar. Não sei viver ao sabor do vento, preciso de um rumo. Nem que seja para eu olhar para ele e pensar: ok, não será assim.

Estava decidido a buscar outros ares assim que acabasse essa peça. Mas, ao mesmo tempo que vivia essa decisão, eu sentia uma leve angústia. Sexto sentido? Medo? Sei lá. Mas algo dentro de mim dizia que essa decisão não era ainda a certa. Sempre gostei do elenco e, apesar das minhas críticas (algumas com fundamento, algumas fruto da minha capacidade de destruir hobbies), eu gostava de estar no CA.

E assim, conforme a montagem avançava, mais essa sensação crescia. Saia do ensaio de quinta decidido a continuar. Conforme os dias passavam, a dúvida vinha e a decisão de sair voltava. Assim foi até eu saber oficialmente qual seria a peça montada (e só vou contar no próximo). Ali a decisão veio: vou continuar, já comprei os textos originais para ler, me decidi.

Mas será só isso? Não. Quero fazer mais. E aí, amigos do teatro, falo com vocês: vamos montar um grupo de leitura de peças? Para discutir, estudar, conhecer mais. Tipo um Clube do Livro, mas de peças. Quem topa?