Precisamos seguir padrões?

Homem. Mulher. Azul. Rosa. Quando eu era menor, conceitos do que era ser homem e do que era ser mulher eram bem claros. Não me lembro de ter nenhuma roupa rosa até já adulto. Inclusive me lembro de uma roupa de cama que eu e minha irmã tínhamos igual. A diferença era a cor. Não preciso nem explicar qual cor era de cada um.

Ainda bem que coisas assim, mesmo que a passos bem lentos, estão mudando. Mas tudo isso para falar de padrões. Se assumir gay (e as outras letras do LGBT, mas só posso falar pela minha experiência) é questionar padrões. Se você não gosta de futebol, ‘como assim um menino que não gosta de futebol?’. Se gosta, ‘como assim um gay gostando de futebol?’. E esse é só um dos exemplos mais estúpidos que a gente vive.

Relacionamentos, a mesma coisa. Cada vez mais novos formatos tem sido abertamente discutidos (eles sempre existiram, ok? A gente não inventou a roda) e a gente tem colocado em discussão o que é que a gente quer e como quer.

Daí me surge a questão do título: precisamos seguir padrões? Não, não precisamos. Mas podemos, se a gente quiser. Ser gay, não tem nada a ver com a cor da sua blusa, com o esporte que você gosta de praticar, com a dinâmica de seu relacionamento. Então se você quiser seguir padrões do que chamam de mundo gay, siga. Se quiser seguir do que chamam de mundo gay, siga.

Sabe o mais importante? É pensar, refletir. Não siga nem para um lado, nem para o outro de maneira automática. Se conheça, faça suas escolhas e seja feliz. Você não é menos gay por gostar de futebol ou mais gay por gostar da Lady Gaga. Eu mesmo não gosto de nenhum dos dois.

Like what you read? Give André Sobreiro a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.