André Sobreiro
Jul 23 · 2 min read

Eu me gosto. Já quero começar deixando isso bem claro. Gosto do meu corpo, mesmo ele não sendo perfeito (e nunca será). Gosto do adulto que eu sou. Tenho resiliência, bom humor, sei que estou do lado das pessoas certas da história. Óbvio que tenho defeitos e dou mancada por aí, mas não vou ficar fazendo anti-propaganda, né? Essas coisas eu lido internamente, não em público.

E eu gosto do adulto que eu me tornei. Os lugares que eu frequento, o estilo de vida que eu tenho, as brigas que eu compro. Mas não, esse não sou 100% eu. Isso é apenas uma máscara social que a gente cria, aprimora, alimenta. E por trás dela existe um outro eu, que poucos conhecem. Não que isso me faça um cristal único, muito pelo contrário, todo mundo é assim.

Mas na rotina da vida, eu acabei deixando um pouco de lado esse meu eu. E esse final de semana que passou eu me reconectei. Parti para uma viagem para Minas Gerais, algo que por si só foi importante para eu me desconectar da vida de São Paulo, que tanto nos exige. E, por uma coincidência dessas que os astros nos proporcionam, a cidade do Sam fica do lado de Borda da Mata. Para você essa cidade não deve dizer nada. Então eu conto que é a cidade do meu avô, uma pessoa muito importante da minha formação.

Cresci ouvindo sobre essa cidade, mas nunca tinha ido lá. Sempre foi uma cidade da minha imaginação. E agora eu tive a chance e fui. A cidade, como eu esperava, é absolutamente trivial. Mas andar naquelas ruas que, muitos e muitos anos atrás, uma das pessoas mais importantes da minha história andou, mexeu demais comigo.

Na hora, nada demais, mas depois eu chorei. Chorei por ter tido a chance de reconectar comigo, com os valores que me trouxeram até aqui. Chorei por relembrar exatamente quem eu sou e como eu gosto dessa pessoa. O menino do interior de bom coração. Alguém que eu amo demais.

André Sobreiro

A vida como ela é: colorida e com tons de cinza

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