Relacionamento? É cada erro que eu já cometi…

Eu já tive alguns (risos) namoros. Uns mais longos, uns mais curtos, mas em todos eles eu encontro um elemento em comum: eu sempre terminei sem grandes brigas. Sabe aquela cena horrorosa, com uma briga gigantesca? Nunca tive. Na verdade, se eu reencontrar algum ex por aí, vou conversar normalmente, como alguém que fez parte de uma fase importante da minha vida. Se eles vão responder com o mesmo afeto eu não digo, cada um que sabe de si. Mas eu não consigo pensar em nenhum que eu pense: nossa, queria aquela bicha atropelada.

Ah mais faz de mim um primor dos relacionamentos? Mas muito pelo contrário! Traí, fui traído, fui cuzão, fiz trapalhada até não mais poder. E honestamente, olhando em retrospecto, eu tenho zero vergonha de cada uma dessas coisas.

O primeiro motivo é: quem não vive, não tem história para contar. E isso eu ganhei de montes. Pode lançar na mesa do bar o tema que for sobre confusão em relacionamento que eu tenho algum causo meu.

Só que o mais importante é tudo que eu aprendi com isso tudo. Sim, aquele ditado bobo que fala “é errando que se aprende” é uma bela de uma verdade.

Foi errando que eu aprendi que trair não é legal. Algo bem óbvio, não é? Mas nem tanto para um adolescente que tinha hormônio pulando pelos poros e estava descobrindo a vida e a sexualidade. E cada chifre, indo ou vindo, me ensinou que respeitar o sentimento alheio é fundamental.

No amontoado de erros que eu aprendi que o combinado não sai caro. Relacionamentos são acordos. Existe na internet da vida um manual pronto de como um relacionamento deve ser, como se comportar, o que pode e o que não pode. E como todo manual pronto, ele até deve servir para uma pessoa ou para outra. Mas não serve para todo mundo mesmo. Então, vale a pena, quando você começa um relacionamento, pegar esse manual e passar ponto por ponto.

Ai, DR logo de cara? Sim, DR logo de cara evita algumas DRs bem chatas no futuro. Nunca parta do pressuposto que o outro pensa igual a você.

Nos erros eu aprendi que meus sentimentos e vontades importam. Tanto quanto os de quem está comigo importam da mesma maneira. E por isso mesmo é fundamental exercitar uma arte: ouvir. E nem sempre a pessoa sai falando, então mostre interesse, pergunte.

É a fórmula do relacionamento perfeito? Mas quem me dera! Se fosse, eu estava vendendo. É só uma coisinha ou outra que as minhas cagadas me ensinaram.