Síndrome de Peter Pan — Parte I

A Wikipedia diz que Peter Pan “é um pequeno rapaz que se recusa a crescer e que passa a vida a ter aventuras mágicas”. Assim, ter o comportamento dessa personagem de J. M. Barrie seria algo como uma Síndrome de Peter Pan?

Desde que me mudei para São Paulo e vim morar sozinho, escuto minha mãe me chamar de Peter Pan. Porém, depois dos 25 esse apelido passou a fazer muito sentido. E também a me fazer pensar bastante.

Olho alguns dos meus amigos da época de colegial, e estão casados, com suas casas próprias, seus bichos de estimação. Alguns até já falam em filhos! E eu, estou aqui, ainda bem parecido com o que eu era alguns anos atrás. Talvez algumas baladas a menos.

Mas chegar perto dos 30, me fez e faz pensar e dar certo medo. E se estiver chegando o momento de ficar adulto definitivamente eu que não quero encarar? E se eu virar um tiozão ridículo, com pança e ainda de all star, jeans e camiseta (combinação dos sonhos, e praticamente meu uniforme, diga-se de passagem)?

Ok, os tempos são outros e bla bla bla mas, para comparar, com a minha idade, minha mãe era casada, com casa própria, dois filhos, formada e concursada do Banco do Brasil. Mas onde eu quero chegar com isso tudo?

Nessa mudança que eu vivo e faço parte. Meus amigos que estão casados seguiram a risca o formulário padrão. Eu não. Isso não significa que eu seja um transgressor. Significa apenas que faço parte de um novo tipo de formulário. Aquele que você se preocupa ao mesmo tempo com o novo armário da cozinha e em comprar uma camiseta bacana. Que a conta de luz divide espaço com as despesas em cosmopolitan em bares legais. E com cerveja em butecão também.

Uma geração adulta, com alma de jovem. Nas palavras da @mjcoffeholick sobre o assunto:

E pegando, por fim, a experiência materna, uma frase que sintetiza um pouco essas idéias. “Você tem juízo o bastante para ser desajuizado”. Continua…

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