Tem horas que a gente falha…

E não, eu não estou falando aqui de broxar (mas em breve falarei). Tô falando da vida mesmo. E não é de um errinho aqui, outro acolá. De falha enorme, completa, imponente. Consigo mesmo.

Já tem um tempo que eu ando com essa sensação de que eu falhei. Falhei comigo, falhei na vida. Em que tudo que eu olho que depende exclusivamente de mim eu só consigo enxergar defeitos e decepções.

Antes que me acusem de estar aqui querendo elogios, podem guardar os elogios. A ideia disso aqui é abrir o coração. Como poucas vezes eu costumo fazer publicamente.

Eu falo bastante de mim na internet. De sexo, de relacionamento, das minhas atividade. Mas eu falo muito pouco do que eu verdadeiramente estou sentindo. Como 94,32% (fonte: Arial 12) das pessoas eu escolho o lado bonito da vida pra postar. A parte das festas, dos bares, as peças, os eventos.

Cogito sair gritando isso na rua

Raramente posto aquela cara de acabado que eu acordo. E principalmente o meu emocional destroçado. E ele está destroçado. Nos últimos anos passei sim por coisas boas. Mas tive uma enxurrada de coisas — umas maiores, outras menores — que foram minando minha vontade nas coisas. Até que cheguei no ponto que eu estou hoje: sem vontade pra nada.

Se você convive comigo, deve estar se perguntando como a mesma pessoa que faz piadas com o fato de ter encarado um câncer está assim sem vontade. Pois então, vou te contar: a gente finge. E a gente é incoerente. As duas coisas ao mesmo tempo resultam numa persona social e em uma privada.

A social sorri, faz teatro, eventos, vê os amigos. A privada só quer deitar e se encolher. Quem sabe se encolher o bastante até o ponto que ela fica invisível… e some.

Mas isso não é possível. Sumir (e desistir) não é uma opção. Acredite, eu já pensei nisso. Então por isso eu to contando aqui. Para pedir ajuda. Não sei como se pede ajuda. Só sei que estou pedindo. E estou buscando ajuda. E vou sair dessa.