5 coisas que já sabemos sobre os spin-offs de 'Game of Thrones'

HBO/Divulgação

Nesta semana a HBO divulgou o que todos já esperávamos: ‘Game of Thrones’, o seu carro-chefe, vai continuar. Isso porque rumores já davam conta que um provável spin-off, ou seja, uma série derivada, sairia do papel. Ninguém tinha objeções a isso, aparentemente (com exceção, talvez, de uma pequena parte do público): o criador do universo, George R.R. Martin, incentivou novas atrações, pois acredita que há muito material para isso a partir de sua mitologia; os responsáveis pela adaptação televisiva também não criticaram algo nessa direção; e a diretoria do canal, muito menos.

O que ninguém esperava era o número de produções. Um porta-voz do canal anunciou ao Entertainment Weekly que nada mais nada menos do que quatro projetos que partem de ‘GoT’ são tocados simultaneamente e podem virar programas no futuro. Dá para entender: a série é um sucesso de audiência e tem impacto direto na principal fonte de renda do canal, que é o número de assinantes, diferentemente das outras emissoras de TV, que ganham com anunciantes. Portanto, seria natural prolongá-la. Levando em conta o histórico do canal, no entanto, não era tão fácil bater o martelo: esta será a primeira vez que a HBO dá sequência a uma de suas produções com uma atração derivada — é algo inédito na trajetória do canal, reconhecido por contar histórias muito bem planejadas e fechadas.

Separamos aqui cinco itens para tirar a limpo tudo isso — e mostrar que a HBO quer se render à popularidade que não conhecia antes, mas com ressalvas para não perder o selo de qualidade que costuma usar como chamariz. Confira a seguir.

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1. Eles não impactam o final de ‘Game of Thrones’

No comunicado à imprensa, a HBO garantiu que as quatro propostas de spin-off em nada impactam o final da série original, que tem estreia marcada para 16 de julho. Os roteiristas e produtores Dan Weiss e David Benioff estão finalizando a sétima temporada e se preparam para o oitavo — e último — ano da série, inclusive, já iniciaram a escrita dos roteiros. Apesar disso, Weiss e Benioff servirão de produtores executivos para todos os derivados, mesmo ambos tendo declarado previamente que não participariam de uma nova produção do universo. Vale dizer, no entanto, que, como produtores executivos, eles terão um papel infinitamente menor nas novas atrações.

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2. Nem todos ganharão vida

Apesar de a HBO ter divulgado que trabalha em quatro projetos, isso não quer dizer que todos eles irão se transformar em seriados na prática. E se forem, não há previsão de quando isso irá ocorrer. “Não há um cronograma para esses projetos. Vamos gastar muito ou pouco tempo, conforme os roteiristas acharem necessário, assim como será com todo o desenvolvimento. Vamos avaliar o que temos quando recebermos todos os roteiros”, declarou um porta-voz do canal. Outra opção seria transformá-los em minisséries limitadas ou até mesmo telefilmes e especiais, tendo em vista que esses formatos são especialidades do canal. Tudo vai depender do material recebido.

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3. Podem ser prequels, sequências ou seguirem histórias paralelas à série original

Nenhum detalhe das histórias foi divulgado e a HBO se limitou a dizer que as prováveis séries “exploram diferentes períodos de tempo do rico e vasto universo de George R.R. Martin”.

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4. Os envolvidos vêm principalmente do cinema, de onde o esquema de desenvolvimento também se origina

A HBO chamou quatro roteiristas que trabalharam em filmes relativamente grandes e ligados aos gêneros de fantasia ou ficção científica. O canal divulgou que um dos projetos ficou com Max Borenstein ('Kong: A Ilha da Caveira' e 'Minority Report' — a recente série de TV), enquanto outro está sob os cuidados de Jane Goldman ('Kinsgaman: Serviço Secreto' e 'X-Men: Primeira Classe'). Já Brian Helgeland ('Coração de Cavaleiro', 'Los Angeles: A Cidade Proibida') e Carly Wray ('Mad Men') desenvolvem os outros dois. Como bem observou o Entertainmet Weekly, o esquema de “batalha” para desenvolver o spin-off segue a maneira como a Disney costuma lidar com as franquias Marvel e Star Wars — o que faz sentido, afinal, como série de TV, 'GoT' é um verdadeiro blockbuster.

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5. George R.R. Martin está envolvido em dois deles — e isso pode não ser muito bom para os livros

Martin também será produtor executivo de todos os derivados, como já é de ‘Game of Thrones’, mas está diretamente envolvido na concepção de dois deles: o de Goldman e o de Wray. É claro que é uma ótima notícia poder contar com a mente que deu origem a todo esse universo nas novas produções, afinal, é uma garantia de que as coisas não sairão dos eixos com facilidade. Por outro lado, isso pode significar um atraso ainda maior na finalização da série em forma de livro, como notou o The Washington Post, uma vez que o autor já declarou que o sucesso da série de TV (e dos livros) aumentou o número de eventos dos quais ele precisa participar, e nos quais não consegue escrever — nem mesmo durante a viagem ou nos hotéis. Além disso, Martin também já disse que nunca esperava que a adaptação alcançasse a história dos livros, o que acabou acontecendo. Por mais que a série de TV tenha chegado lá, isso não quer dizer que os leitores tenham com ela um final satisfatório, afinal, muita coisa permanece diferente nos livros, principalmente depois do último ano da série — o que inclui personagens mortos em uma mídia e vivos na outra.

Com informações de The Washington Post, TVLine, The Guardian e Entertainment Weekly