crônica de uma bad

Não sei se aguento mais… Não sei se aguento mais essa coisa de não poder eliminar os centímetros de distância dos nossos corpos. Uma distância tão pequena, que minha mente já venceu, mas que é um desafio impossível, e que fere meu coração.

Tudo que quero é tudo que não posso ter. O gosto amargo de um amor proibido é o que predomina hoje. Achei que já tinha te deixado pra trás. Afinal, estávamos há uma semana sem maiores contatos e a dor começava a abrandar. Mas com aquele simples “Oi, vem me ver” no whatsapp você trouxe tudo de volta. Sei que seremos sempre amigos, e nada mais que isso, mas o coração é feito de ilusões que não posso vencer, então atendi seu pedido e fui. Te ver novamente doeu. E doeu muito. Serviu pra me lembrar o quanto é ruim a sensação de impotência diante do desejado. Seus olhos castanhos perfuram meu ser como se fossem ferro em brasa, seus cabelos compridos e com mechas roxas já desbotadas caem perfeitamente sobre suas costas e me hipnotizam, me fazem entrar em um transe que não consigo escapar. Você me prende ao mundo de uma maneira que nem a gravidade consegue.

Estou cansado de me machucar. E eu odeio não ter como fugir disso. Odeio o fato de ter a auto estima tão baixa a ponto de sempre achar que sou feio demais pra você, ou que sou chato demais, ou que eu sou ruim demais, ou que não chego aos pés dos outros caras. Odeio o fato de me apaixonar por cada parte de você em cada coisa que você faz. Odeio precisar de você perto de mim. Odeio chorar todos os dias por ser “eu” em vez de “nós”. Odeio tudo isso ao passo em que quanto mais odeio as consequências de te amar, mais eu te amo.