I Can’t Believe It’s not NATIVE! — Parte 1

Como criar um Progressive Web App e preencher a lacuna entre web e nativo alcançando a singularidade.

Vamo combinar que ficou legal pra caramba esse rótulo.

Vamos combinar duas coisas aqui antes de começar, a primeira é que SIM, os PWA são o presente e não mais o futuro, um monte de empresas já estão usando esse paradigma: Forbes, AliBaba, Flipkart e etc.

A segunda é: seu usuário não liga se a aplicação é feita em JS, Kotlin, C# ou então se é feito com uma planilha do Access. O que ele quer é que resolva o problema dele, então, sem preconceito com linguagem, paradigma ou seja lá o que mais você quiser implicar.

I Can’t believe is not native não é um manifesto, o que está aqui não é lei! É o sentimento que você desenvolvedor/Designer, independente da tecnologia utilizada tem que fazer seu usuário ter. Ele tem que usar seu PWA e nem PERCEBER que aquilo talvez não seja um aplicativo tradicional

Mas pra começar a falar de Progressive Web Apps a gente tem que voltar um pouco no tempo, tipo, lá nos anos 90. Então bora lembrar da época em que você colecionava tazo, cd do Nirvana e tocava É o Tchan! sem parar.


No início, a web não foi pensada como uma grande plataforma de aplicações poderosa como é hoje. Ela era apenas como uma grande enciclopédia Barsa interativa na qual você ‘navegava’ entre páginas de texto, via algumas imagens e assim por diante. A estruturação e as linguagens de marcação sintetizavam na tela a semelhança do que acontecia em publicações e papers dos anos 90.

Com a popularização da tecnologia, viu-se a necessidade de criar estruturas e artifícios que fizessem da web algo mais atrativo e fácil de usar. Porém nem tudo são flores, além de não ser da noite para o dia, a criação destes artifícios foi sempre marcada por abstrações ‘desvios’, fazendo com que o desenvolvedor web fosse uma espécie de MacGyver e se virasse com o que tinha disponível.

Esse é o MacGyver, uma espécie de Rodrigo Hilbert dos anos 80/90

A web não foi projetada para ter aplicações ricas, mas sim documentos, tudo que você vê no seu navegador são abstrações de arquivos de texto e isso é maravilhoso!

Mas se é tão maravilhoso, por que é que a web ainda não passa uma uma confiança, uma firmeza como as aplicações nativas passam?

Nós tivemos que reinventar a web com o que tínhamos em mãos, não tivemos que reescrever do zero para que ela se tornasse incrível, mas fomos refatorando sempre. O problema é que, como toda obra cheia de puxadinhos, melhorias ao longo dos anos, sempre fica alguma coisa pra trás. E justamente, a gente foi fazendo as coisas como dava.

Hoje, esta incerteza e experiência de usuário quebrada na web se devem a 3 fatores:

1 — Sites não são reativos

Como no exemplo abaixo, o site não tem um carregamento interessante quando o link é clicado, o conteúdo não tem uma transição, ele apenas aparece em tela.

2 — Sites não tem um comportamento previsível

Reforçando o argumento anterior, sites em geral não se comportam como se espera de um aplicativo, cada um tem uma forma de ser executado, em geral não possuem suporte à gestures, embora as vezes pareça claro que algo está para acontecer se gestos forem usados. Note abaixo como o usuário tenta chamar o menu lateral e não consegue por gestos, o que num aplicativo nativo isso seria o esperado com o menu hamburguer.

3 — O Usuário nunca está totalmente no controle da situação

Todo usuário comum da web passa por isso em algum momento, está lendo um artigo que acabou de abrir e de repente o conteúdo pula na tela, vai mais pra baixo ou mais pra cima por que um elemento como por exemplo, uma imagem foi carregado na tela e tomou seu lugar na árvore de renderização. Isso é ruim. Deixa o usuário fora do controle e o controle da aplicação tem que ser de quem está utilizando-a.

No exemplo acima você vê exatamente a situação que foi relatada, o artigo é aberto e após o usuário começar a mexer é que a imagem é carregada.

Estes 3 são os principais (não os únicos fatores) que fazem a web ainda ter uma experiência quebrada.

Estes três problemas aumentam algo que quero que você guarde bem o nome: é a CARGA COGNITIVA.

O que então pode ser feito para melhorar a experiência da web no mobile?

Pois bem, no próximo texto iremos explorar 3 princípios que vão de encontro com o que vimos e deixar algumas dicas para que você faça um PWA incrível.


Este texto é uma espécie de transcrição da minha palestra de mesmo título onde explico os princípios gerais de como criar uma experiência incrível nos PWAs, meus agradecimentos à Ana Paula Batista que me ajudou a revisar alguns dos pontos que serão publicados em breve por aqui.

Encontrou algum erro? Sugestão? Dúvida? Deixe seu comentário que eu responderei assim que puder, corrigirei e levarei sua sugestão em conta.


(Sempre algo interessante pra você por aqui…)

➡️ https://medium.com/blog-do-mitrut/suas-uis-animadas-com-lottie-pt-2-implementando-lottie-no-android-com-kotlin-75c893a1c2bc — Embora eu fale muito de PWAs, estou me dedicando bastante aos estudos gerais de Kotlin e neste texto implementei a biblioteca Lottie do AirbnbEng, a continuação dele está no forno e logo logo publicarei ela por aqui também.

➡️https://www.meetup.com/pt-BR/GDG-Cascavel/events/247645058/ nosso GDG, o GDG Cascavel está organizando uma Edição dos Study Jams, vê se aparece por lá.

➡️ https://www.meetup.com/pt-BR/gdgribeirao/events/248431741/ —Você de Ribeirão Preto poderá ver apalestra que deu origem à esta serie de posts no dia 20/03 na Faculdade Reges, aproveitarei a minha passagem pela cidade para estar apresentando junto ao GDG Ribeirão Preto

➡️ “AH MAS EU SOU DE CURITIBA” — Não tem problema conterrâneo, você terá oportunidade de ver a palestra ao vivo e a cores na CAPICONF! Abaixo tem um cupom de 20% de desconto exclusivo pra você que é meu convidado.


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