Concluídos de maio

Winter Sonata, Confession, I Hear You e Hymn of Death. Os dramas que conclui em maio de 2019

Jéssica Oliveira
Jul 11 · 16 min read

Obrigada maio por ter me dado tantas boas conclusões. Maio foi um daqueles meses que eu fecho a conta com gosto de ser dorameira, porque o saldo final foi super positivo. Com exceção do meu primeiríssimo drama chinês, I Hear You, todos os outros três eu grito: HINO! Comecei o mês com o clássico absoluto Winter Sonata, que faz jus demais a sua coroa, depois conclui um suspense que vinha acompanhando em lançamento — Confession, meu amor; e fechei maio com chave de ouro (e lágrimas) com Hymn of Death (esse é hino até no nome), assistido especialmente para o Mini Drama Clube que rolou no final de maio. Chega mais que vou contar esse rolê todo de maio.

Winter Sonata (2002)

Sinopse: Joon-sang (Bae Yong-Jun) vai para uma nova escola. Lá estudam Yu-jin (Choi Ji Woo) e Sang-hyuk (Park Yong Ha), amigos desde a infância — embora Sang-hyuk queira ser mais que um amigo. Yu-jin e Joon-sang se aproximam e se apaixonam, mas um acontecimento inesperado os separa. Dez anos depois, os amigos se reúnem para celebrar o casamento de Yu-jin e Sang-hyuk. Yu-jin não se esqueceu de Joon-sang, apesar de tudo. Mas na reunião de amigos, chega o novo namorado de Oh Chaelin (Park Sol Mi), sua amiga dos tempos de escola, e ele se parece com Joon-sang.

Winter Sonata deixou a Netflix Brasil no dia 24 de maio de 2019 (e não sei se um dia volta). Bem antes desta data, comecei a ver e pensei: um episódio por dia e finalizo no prazo, antes de sair do streaming. Coitada de mim, como sou trouxa! Não demorei nem uma semana pra ver esse dramão inteiro! Me prendeu completamente desde o início e conseguiu causar o “efeito maratona” que poucos dramas me dão. Só tenho pena de quem viu na época que foi exibido, no longínquo ano 2002, porque essas pessoas tiveram que esperar cheias de ansiedade e teorias na cabeça, certeza.

Winter Sonata é um novelão de respeito pra nenhum México e Usurpadora botar defeito. E só precisei de dois episódios para entender porque esse drama é um marco da TV sul-coreana e na onda Hallyu, a nível dos locais de gravação serem transformados em ponto turístico com direito a estátua do casal, para ninguém esquecer que foi ali que nasceu o amor puro (e trágico) de Joon Sang e Yu Jin. Apesar de utilizar muitos clichês de melodrama, como amnésia e segredo de nascimento, o que mais me surpreendeu nesse k-drama é o quanto sua história e personagens principais são maduros. Num universo onde o banho de infantilidade de dramas como Boys Over Flowers (2009) se tornou tão popular, acabei surpresa por ver tanta maturidade num drama de 2002.

O casal de Winter Sonata é tão apaixonante que torna ainda mais difícil ver tudo que os dois sofrem juntos e separados, principalmente o protagonista. Coreia, em que porão você escondeu homens decentes assim esse tempo todo?! Esqueçam a ideia preconceituosa de que dramas antigos só têm protagonista embuste, visão errônea culpa de poucos dramas (duvidosos) que fizeram sucesso depois. Bae Yong Joon interpreta aqui um protagonista encantador e inesquecível, no papel que marcou sua carreira. Marcou mesmo, porque ele se aposentou como ator poucos anos depois, virou empresário, então esse é um dos seus trabalhos mais recentes que ficaram na memória da cultura pop asiática.

Perdoe de coração aberto o “cabelo cachorro Yorkshire” (como eu apelildei) de Bae Yong Joon na fase 2 do drama e abrace uma comovente história

Chega a ser irônico eu falar sobre ele ficar “na nossa memória”, afinal, memória é o tema central de Winter Sonata, abordado de maneira tão literal e ao mesmo tempo, tão poético. O drama conseguia tanto ser absurdo nesse quesito, quanto aconchegante, destacando o peso das lembranças em nossa vidas, em quem somos e amamos. Yong Joon interpretou brilhantemente dois personagens (Kang Joon Sang e Lee Min Hyung) de tal maneira que eram pessoas completamente diferentes, e foi isso que mais me pirou teorizando! Rindo de nervoso só de lembrar da minha loucura, que seria impossível sem a atuação dele. Há cenas inesquecíveis, como uma simples conversa no carro onde ele afirma esperar por Yu Jin porque ambos tem a “estrela polar” que os guia um para o outro. Eu quis lhe dar Oscar, por partir meu coração e fazer achá-lo uma pessoa tão preciosa.

Aliás, o elenco é um caso à parte. Não me ajudou pesquisar sobre o drama enquanto assistia e descobrir que Park Yong Ha, ator que interpreta o secundário Sang Hyuk, faleceu em 2010 e a causa foi suicídio. Foi bem bad saber disso enquanto via Winter Sonata, onde ele atua tão bem neste triângulo amoroso icônico (e irritante). Sang Hyuk é um personagem onde vamos do afeto à pena, da raiva à compaixão. E alguém fictício te causar todas essas sensações, é mérito de bons roteiro e atuação.

Sang Hyuk foi obssessivo e sufocante com Yu Jin, mas também reconheceu seus problemas e erros, expondo ele com todas as palavras, e ver um secundário tóxico fazer isso, foi de dizer “não faz mais do que sua obrigação”. O problema é que na maioria dos k-dramas, não vemos nem isso! E foi justamente um dos pontos que me surpreendeu em Winter Sonata, ver adultos que se responsabilizam (eu não deveria ficar surpresa em ver as pessoas fazendo o mínimo, que merda).

Winter Sonata foi um sucesso no Japão nos anos 2000 graças a sua trama nostálgica que evoca a juventude, os mais velhos se identificaram com isso, afinal, o enredo sobre memória é fortemente marcado pelos efeitos duradouros do passado, principalmente através da desolação da protagonista Yu Jin, interpretada por Choi Ji Woo, das poucas do elenco que mantém carreira até hoje (eu a conheci primeiro num programa de variedades, o Coffee Friends). E eu queria falar muito mais a respeito dela e Joong Sang/Min-Hyung na história, mas se comentar mais vou dar spoiler, então prefiro talvez escrever algo só sobre WS depois.

WS é parte do compilado ~sofrido~ da KBS2 referente as 4 estações: Winter Sonata (2002), Spring Waltz (2006), Autumn In My Heart (2000), Summer Scent (2003). Todos com famosos no elenco, como Song Hye Kyo, Seung Heon, Son Ye-Jin. Achou que só Sandy&Júnior tinha seu 4 estações?

Fica claro como a dramaland não seria a mesma sem Winter Sonata, são inúmeras as referências e influências percebidas no drama. Como a cena que me conquistou no primeiro episódio: Yu Jin dançando ABBA! ❤ E que lembra tanto Son Ye Jin numa versão moderna dançando 2NE1 em Something in the Rain (2018). Em ambos os dramas, o rapaz apaixonado as observa. Até a última cena de Winter Sonata, ao pôr do Sol, é muito parecida com a última de Something!

Já que o drama se passa tanto durante o inverno, estação esta que é quase um personagem, acompanhamos muito disso no mesmo resort de esqui que os mais novos reconhecerão de Goblin (2016), onde até os planos abertos e cenas do casal, foram filmadas de maneiras semelhantes — um novo clássico referenciando um clássico antigo.

Pontos positivos: casal principal. Mulheres empoderadas, ou tentando ser (sim, já existia feminismo nos dramas em 2002). Atuação de Bae Yong Joon. Reviravoltas, muitas reviravoltas (WS poderia facilmente ser tombado como patrimônio dorameiro que inventou o surto).

Pontos negativos: drama sofrido que padece de beijões (mas você vai se apaixonar tanto pelo casal nas pequenas coisas, que talvez nem sinta falta de beijo). Mães “satânicas” e famílias controladoras ou cometendo erros absurdos . Mas melodrama sem que passemos raiva com famílias, não é melodrama clássico, não é mesmo?

Música: My Memory, de RYU. Eu não poderia escolher outra música que defina tanto o drama, quanto essa.

Onde assistir: Mianeyo Fansub


Confession (2019)

Sinopse: Um caso envolvendo as verdades ocultas por trás da lei que proíbe o duplo risco. Quando Choi Do Hyun (Lee Junho) era criança, ele teve uma doença cardíaca, e passou a maior parte de sua infância em um hospital. Ele teve a chance de um transplante de coração, mas logo após o sucesso da cirurgia, seu pai foi acusado de assassinato e recebeu a pena de morte. Para investigar o caso de seu pai, Choi Do-Hyun se torna advogado.

Confession é o melhor drama asiático de tribunal que eu já vi. Ainda não assisti todos do tipo, mas digo com tranquilidade que esse drama faz jus ao nome que tem. Apesar do suspense policial e tramas familiares paralelas, as confissões no tribunal são o ponto alto do drama. Foram nessas cenas que mais surtei, gritei, aplaudi. Tenho que dar o mérito ao Junho como protagonista de Confession. Ele foi o “showman” que liderou cenas icônicas de confissão na corte, espetáculos que o advogado Choi Do Hyun (que apelidei carinhosamente de Show Do Hyun) armava e surpreendia a promotoria, os juízes e nós espectadores, com tanta sagacidade. O tribunal era seu palco, sempre.

Já Yoo Jae Myung mostra de novo que pode interpretar qualquer papel, incluindo um policial que não precisou de motivos pessoais para fazer o certo. E ajudou Junho a provar pela milésima vez (Chief Kim, Just Between Lovers, Wok of Love, que mais?) que nasceu para estrelar bromances — parcerias e amizades inesquecíveis com seus colegas de elenco masculino.

Aviso logo que sou tendenciosa com esse elenco que amo. Com exceção da atriz Shin Hyun Bin que eu ainda não conhecia, Lee Junho é meu ultimate bias (na música, e agora digo que também sou fã nos dramas); Jae Myung é um ator veterano excelente, além de ser o pai fofo da Do Bong Soon, ele também foi um dos vilões mais icônicos que já vi na ficção, em Stranger (2017); e Nam Ki Ae é uma das mulheres incríveis no elenco principal do drama Mother (2018). Em Confession eles formam a equipe que eu não sabia que precisava na minha vida, até me darem. Parceria que nasce de conexões comoventes e surpreendentes.


Confession é um suspense intrincado que expõe a corrupção na Coreia do Sul, assunto que nunca é demais abordar, já que é um problema seríssimo no país, onde poderosos insistem em não largar velhos hábitos da monarquia, mesmo que estejam numa República jovem. Só que até a história chegar nesses poderosos, você vai ficar de queixo caído com a capacidade do advogado Choi para chegar em acordos com assassinos e psicopatas, e o quanto ele é ousado e se arrisca nesse caminho.

Eu realmente rasgo seda para histórias que conseguem se manter fiéis ao seu conceito, que nesse caso é a confissão, desde o título. E de fato, todo o enredo girará em torno de confissões, e vai muito além de apenas o “auê” no tribunal. Confissões falsas, confissões não dadas, confissões que matam, confissões que faltam. E até confissões que definem uma vida — Choi Do Hyun se tornou advogado em busca da confissão de seu pai, que ele sempre acreditou ter sido preso injustamente. E acredite, você vai esperar ansiosamente por cada uma dessas declarações, sejam elas revelações de medo, de cura, ou de guerra.

O drama é 99% pé no chão e realista, mesmo, e a Dramas Revise é uma blogueira da área de direito e fez um ótimo artigo contando o quanto Confession é verídico em relação ao mundo jurídico, ao usar leis e artimanhas possíveis na realidade. O que fez o drama ainda mais incrível aos meus olhos. Mas aquele 1% fantasioso é a única licença poética do drama, e que eu só entendi na última cena. Trata-se de uma bonita mensagem final, que não posso detalhar por ser spoiler, mas digo que é sobre ideais e boas ações não morrerem com quem lutou por elas. Nada conquistado é em vão e os resultados permanecerão vivos “em nossos corações”, mesmo que tentem calar. Só quem viu o drama vai entender meu trocadilho.

Pontos positivos: elenco entrosado, direção, reviravoltas, trilha sonora instrumental eletrizante para combinar direitinho com o clima tenso, Junho no último drama antes de se retirar para o serviço militar obrigatório, mas que sem dúvida nos deixa um trabalho marcante em sua carreira de ator.

Pontos negativos: a recapitulação dos episódios anteriores eram muito longas, eu pulava sempre. Me incomodou porque pra mim não era muito útil, mas num drama assim, ajudou muita gente, porque a trama tem muitos detalhes e reviravoltas que nem todos lembram de uma semana para outra.

Música: Reason It’s You

Onde assistir: Kingdom Fansubs, Subarashiiss Fansub


I Hear You (2019)

Sinopse: Bei Er Duo (Zhao Lu Si) sonha em estudar no Japão para ser dubladora profissional. Mas sua mãe quer que ela case enquanto ainda é jovem, levando a encontros às cegas contínuos, que irritam Er Duo. Em seu desespero para arrecadar fundos para estudar no exterior, além de ajudar sua melhor amiga Tang Li (Dai Zhuo Ning) a sair de uma crise, Bei Er Duo se junta a um reality show de casais, encontrando o melhor violinista Ye Shu Wei (Riley Wang). Shu Wei é de uma rica família de artistas e tem um caráter discreto e genial na indústria de composição e violino.

Opa, olha o primeiro drama chinês na área! Acho que não foi só o primeiro drama chinês que eu assisti, como é o primeiro a ser citado aqui no blog. E felizmente, no geral, vou ter uma primeira experiência boa para dividir com vocês, já que nunca me senti tão representada pela otaku que já fui (e que ainda vive dentro de mim e às vezes grita) como em I Hear You.

Eu nem ri, só gritei. Eu todinha quando adolescente rs Amo essas duas ❤
Essa cena! A fã de Studio Ghibli que vive em mim ficou muito alimentada, obrigada. Joe Hisaishi é o poder! ❤

Antes de tudo, quero comentar as diferenças que mais me chamaram atenção num drama chinês, em comparação a dramas coreanos e japoneses. Primeiro, a abertura! Que nada mais é do que um resumo de todo o drama, ou seja, é cheia de spoilers, e eu não sabia se ria ou se corria. Foi engraçado porque me lembrou abertura de anime! Elas costumam ser assim, entregam várias coisas da trama antes de acontecer. (O que nesse drama não evocou meu lado otaku pelamor?). Então fica o aviso se você, caro leitor, for uma pessoa alérgica a spoiler, CORRE de abertura de c-drama! A mim não incomodou porque a Netflix pulava a abertura automaticamente, aleluia, só assisti mesmo poucas vezes.

O segundo choque foi o quanto dramas chineses contemporâneos (que se passam na atualidade) são mais leves e “normais” se comparados aos ultra românticos e dramáticos coreanos (como diria Suca, “Coreia é o México da Ásia” quando se trata de novelas) e aos densos e sinceros dramas japoneses. Aliás, isso é piada até no próprio I Hear You! Numa cena que me fez gritar de rir, por eu confirmar que não estava louca em achar que os coreanos enfeitam demais (o que também é o charme deles e o Quadro do Dia prova toda semana em nossas redes).

Esse post das parceiras do Dorameiras Iludidas tem a cena completa!

Mas se o charme dos coreanos são os floreios, nesse drama chinês é ser tão simples e cotidiano. I Hear You é leve e gostoso de assistir (apesar de tropeçar em embustes pelo caminho), e a protagonista é apaixonante! Graças a ela pude conhecer a profissão de dublador de maneira que nunca tinha visto antes em nenhuma história de ficção. Torci muito por ela, para que realizasse seu sonhos de se tornar uma profissional reconhecida, como se o sonho dela fosse meu.

Acho que minha empatia tem muito a ver com o fato de que eu sei como é amar uma atividade pela vida toda, focar tanto naquilo, mas ter uma família que nem sempre colabora, e você ter que arregaçar as mangas praticamente sozinha. E além disso, inserida no mesmo nicho que eu: cultura asiática. E mesmo para Bei Er Duo, uma chinesa, o Japão era um país estrangeiro e algo distante a se almejar.

Bei Er Duo ser um personagem tão verossímil faz dela facilmente identificável, e ainda temos para admirar sua bela amizade com a amiga Tang Li, uma personagem que fiquei muito feliz pela volta por cima emocional que dá, quando se livra de um relacionamento amoroso que não daria em nada a não ser dor de cabeça (alô embuste bonitinho, achei foi pouco).

Eu quase shippei, MAS

Engraçado que, ao meu ver, o enredo inicial de I Hear You com o reality show de casais, é talvez a coisa mais fraca do drama. Serve de pontapé inicial para o casal principal se conhecer, mas com o passar dos episódios, a gente vai cada dia se importando menos com isso, assim como os protagonistas, que passam a ter uma relação além disso (depois de morar juntos para o programa) e era quando eu mais gostava do drama. Então, caso achem uma chatice no começo o plot do programa de namoro, vou super entender.

O programa de casais pelo menos rende umas cenas engraçadas

Pontos positivos: amizade de Bei Er Duo e Tang Li. Representação do fandom otaku de forma muito respeitosa e realista, sem ser depreciativa. Exibição do universo de profissões pouco exploradas, como dublagem e confecção de violinos. Apesar do prota tsundere, o casal é fofo.

Pontos negativos: uma maldita cena abusiva da reta final que em nada acrescenta na trama e eles ainda me fizeram a vergonha alheia de botar no flashback do casal como uma coisa romântica. Um homem bêbado que tenta agarrar a força uma mulher, não é nada romântico, China, mesmo que esse cara seja o namorado dela! (Eu quase taquei coisa na TV por eles quase cagarem o drama assim nos 45 do segundo tempo).

Onde assistir: Netflix, Phoenix Fansub


The Hymn of Death (2018)

Sinopse: Kim Woo Jin (Lee Jong Suk) é um escritor de teatro enquanto a Coreia está sob ocupação japonesa. Ele se apaixona por Yun Shim Deok (Shin Hye Sun). Shim Deok é a primeira soprano coreana. Ela grava a música “Praise of Death”, que se torna a primeira música pop coreana em 1926.

CHOQUE DE MONSTRO. Esse drama é muito lindo, nossa.

Essa preciosidade em forma de mini drama foi tema do quinto Mini Drama Clube, nosso clubinho dorameiro no Instagram, que acontece de vez em quando, num encontro marcado para conversarmos todos ao vivo. E nesta edição do final de maio, choramos nossas pitangas juntos por esse drama triste e poético, e baseado em fatos reais. A primeira cantora soprano coreana Yun Shim Deok, e o escritor Kim Woo Jin, interpretados brilhantemente por Shin Hye Sun (sou fã) e Lee Jong Suk (mal conheço, já considero pacas).

Queria abraçar quem escolheu o elenco. Que está de parabéns em ser bilíngue, o elenco também falou em japonês, e muito bem!

Eu vinha adiando esse drama desde o final do ano passado, porque tomei spoiler e fiquei chateada, por mais que fosse uma história baseada na realidade. Mal sabia eu que estava sendo era besta, porque era da primeira cena do drama! Ele começa neste ponto, porque, apesar da morte estar em todos os títulos do drama, não é exatamente o foco da história. E só entendemos isso ao assistir, como Hymn Of Death é a representação da arte e angústias em vida de dois artistas apaixonados, durante o período de uma Coreia dominada e culturalmente reprimida pelo Japão (sendo imperialista e escroto). Quem pode viver hoje numa democracia no próprio país e perseguir seus sonhos sem censura, deve ser muito grato.

Lee Jong Suk lavou minha alma nessa cena icônica. Quer o Oscar, fofo? Não precisa, no meu coração já é seu!

Fico sensível com histórias que abordam arte como protagonista, então tendenciosamente amei essa adaptação, e chorei largada, mas apenas na última meia hora, porque apesar da premissa triste, o drama é lindo graças ao seu foco. Mais do que um romance, conhecemos a trajetória de duas personalidades inquietas, contestadoras e que não sabiam viver sem sua arte. Abordaram a relação dos dois de maneira tão respeitosa e sem estigma, que fiquei mais encantada do que melancólica. Espero que vocês também possam entendê-los e apreciá-los, em toda sua arte, vida e adeus.

Titanic feelings

Pontos positivos: atuações, afinal, palmas para o talento dessa dupla protagonista! Direção de arte (cenografia, figurinos), o visual lindíssimo da década de 20. Direção de fotografia que soube transmitir tão bem a solidão e desolação contida de Woo Jin. Mais uma aula de história coreana. O retrato histórico de uma mulher empoderada e a frente do seu tempo e os desafios enfrentados por ela nesse contexto.

Que mulher!

Pontos negativos: talvez ser curto demais porque é um mini drama? Mas se fosse maior eu ia chorar e sofrer mais, então não, passo!

Música: “The Heart Only Knows”, por Sohyang.

Onde assistir: Netflix, Kingdom Fansubs, Fighting Fansub


Tirei um tempo para mim e escrevi bem menos em junho, mas isso fez com que eu assistisse muito mais dramas e encontrasse mais favoritos, um deles aqui de maio, Winter Sonata, e outros nos concluídos de junho, que deve vir em breve em forma de pergaminho (conclui um recorde pessoal de 7 dramas em junho!). Acho que vou ser obrigada a escrever só dois parágrafos para cada drama que finalizei em junho, rs.

Até logo!

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Blog que busca uma crítica além do óbvio da cultura pop asiática.

Jéssica Oliveira

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Jornalista, fotógrafa, beatlemaníaca, fã de ficção científica e Sailor Moon. Escrevo sobre cultura pop asiática no medium.com/blogadqsv e no blog.kocowa.com

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