Blooks Livraria
Sep 28 · 3 min read

Na próxima terça, dia 1 de outubro, teremos na Blooks da Praia de Botafogo a edição da Aula Aberta, com a jornalista Adriana Negreiros, autora do livro Maria Bonita — Sexo, violência e mulheres no cangaço, editado pela Companhia das Letras.

Aula aberta com Adriana Negreiros
Dia 1 de outubro, às 19h

Blooks Livraria — Rio de Janeiro
(Espaço Itaú de Cinema)
Praia de Botafogo, 316, Botafogo — Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2237–7974

Mais informação aqui!


A mulher mais importante do cangaço brasileiro, que inspirou gerações de mulheres, ganha agora sua biografia mais completa e com uma perspectiva feminista. Embora a mitificação da imagem de Maria Bonita tenha escondido situações de constante violência, ela em nada diminui o caráter transgressor da Rainha do Sertão.

“Desde os anos 1990, a data de nascimento de Maria Bonita passou a ser celebrada no Dia Internacional da Mulher. Com o tempo, ela transformou-se em uma marca poderosa, emprestando seu nome a centenas de pousadas e restaurantes espalhados pelo Nordeste, salões de beleza, academias de ginástica, cerveja, pizza, assentamento rural, música, bandas de forró e coletivos feministas.

Enquanto a companheira de Lampião viveu, no entanto, essa personagem nunca existiu. A cangaceira que teve a cabeça decepada em 28 de julho de 1938 era simplesmente Maria de Déa: uma jovem de 28 anos que morreu sem jamais saber que, um dia, seria conhecida como Maria Bonita.

Nos anos em que viveu com Lampião e nos subsequentes à sua morte, despertou pouco interesse em pesquisadores ou jornalistas. E foi essa lacuna de informações sobre sua vida e a das outras jovens que viviam com o bando que contribuiu para que se criasse a fantasia de uma impetuosa guerreira, hábil amazona do sertão, uma Joana D’Arc da caatinga. Essa versão romântica e justiceira de Maria Bonita, rapidamente apropriada pela indústria cultural, tornou-se um produto de forte apelo comercial — e expandiu seus limites para além das fronteiras do sertão. Neste livro, Adriana Negreiros constrói a biografia mais completa até então daquela que é, sem dúvidas, a mulher mais importante do cangaço.”

Do site da Companhia das Letras


Trecho de A SOBERANA DO SERTÃO | Os poderes de Maria Bonita e a brutalidade dos homens de Lampião

Maria de Déa, de fato, estava sempre nos trinques, ornada com algumas das melhores joias que já tinham circulado pelo sertão nordestino. Exibia sete correntes de ouro em volta do pescoço, todas furtadas de Joana Vieira de Siqueira Torres, a baronesa de Água Branca, da cidade alagoana de mesmo nome, cujo casarão fora assaltado por Lampião quando ainda integrava o bando de sinhô Pereira, em 1922. As mãos de unhas curtas traziam anéis em quase todos os dedos. Reluzentes brincos de ouro faziam conjunto com um broche do mesmo material, fixado ao tecido da vestimenta — ou à jabiraca, o lenço de seda pura usado junto aos colares.

Leia mais na Revista Piauí


Maria Bonita — Reprodução

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