Cinco destaques na IndieBlooks!

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Jun 17 · 6 min read

Você já deve conhecer nossa loja online dedicada às editoras independentes, a IndieBlooks! E se você ainda não conhece, chegou a hora de conhecer por meio de 5 dicas para você comprar, ler e amar!

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Confira!

Biografia do Língua, Mario Lucio Sousa — Exemplar Autografado

O último desejo de um condenado à morte é contar a vida do Língua, escravo prodigioso chamado a traduzir as falas dos brancos para os povos da África. Enquanto vai se desfiando a fabulosa biografia, as pessoas se aproximam para ouvir e acabam por escrever juntas a história de um lugar, atravessando colônia, independência e revolução. Vencedor do Prêmio Miguel Torga e do Prêmio PEN de Narrativa, melhor romance em português.

Pensamento Feminista: Conceitos Fundamentais

Com organização de Heloisa Buarque de Hollanda, o livro reúne alguns dos mais representativos textos que moldaram o que podemos chamar pensamento feminista. Uma obra de referência capaz de oferecer um repertório fundamental para os estudos de gênero e também para o ativismo.

“A missão deste livro é, portanto, a de mostrar o caminho no qual os conceitos centrais do pensamento feminista foram se desdobrando, sendo questionados e dando origem a novas formas de pensar e definir identidades, gênero, subjetividades e sexualidades. A sinalização desse longo processo que constituiu o léxico feminista vai certamente facilitar o estudo das tendências teóricas e o avanço dos trabalhos acadêmicos e políticos no contexto atual”, Heloisa Buarque de Hollanda.

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Liberdade Para Ser Livre, Hannah Arendt

É bem conhecida a sentença de Hannah Arendt segundo a qual a liberdade é a razão de ser da política. Raras vezes, no entanto, ela falou de forma tão sintética e penetrante a esse respeito quanto na palestra “Liberdade para ser livre”, redigida em meados dos anos 1960.

Aqui, mais uma vez, a experiência das revoluções é tomada como ponto de partida da análise da pensadora alemã. Mesmo que as revoluções tenham deixado de ser frequentes entre nós, a reflexão de Hannah Arendt sobre elas é permeada de comentários que não envelheceram. Deve-se notar sua condenação das intervenções militares, que, até quando bem-sucedidas, em casos isolados, teriam sido incapazes de preencher o vácuo de poder, uma vez que nem mesmo a vitória substituiria o caos pela estabilidade, a corrupção pela honestidade, a decadência pela autoridade ou a desintegração pela confiança no governo. Nada legitima o poder, a não ser a política

Contudo, até na ausência da política, homens e mulheres podem, pela simples presença no mundo, encarnar seu significado. Tempos sombrios contam com algumas iluminações, como aquelas vindas dos pensadores Waldemar Gurian e Karl Jaspers. Os textos sobre eles incluídos neste volume dão testemunho dessa visão. Ambos inéditos no Brasil, assim como a atualíssima análise sobre a liberdade. Uma reflexão essencial para momento em que buscamos entender os sentidos da política.

Tudo em volta está deserto, de Eduardo Jardim

Em seu novo livro, Eduardo Jardim (Prêmio Jabuti 2016 Livro do Ano não Ficção) apresenta um ensaio que aborda três momentos da produção literária e musical no Brasil, percorrendo o fim dos anos 1960, os anos 1970 e o início da década seguinte: o romance Quarup, de Antonio Callado, o espetáculo Gal a todo vapor, e os escritos de Ana Cristina Cesar, até 1983. Uma interrogação é feita ao longo de todo o livro: qual significado a literatura e a música (em particular, um espetáculo musical) tiveram para um grupo de jovens que atravessava aqueles momentos cruciais da história brasileira?

Quarup, lançado em 1967, é uma reação ao golpe militar e expressa os anseios e perplexidades dos opositores do regime, exprimindo a forte tensão entre o apelo da militância política e a postura questionadora de todas as soluções à vista. O show Gal a todo vapor foi montado no período mais duro da ditadura, em 1971, depois do AI-5. Ele tinha um poder catártico e ocupou uma posição singular no cenário artístico da época. Já os escritos de Ana Cristina manifestam uma demanda de interlocução. Não se referem diretamente ao que se passava na política. Sua força e também sua dimensão crítica resultam de uma exploração em profundidade da experiência poética em meio a um contexto de extrema aridez.

Essa abordagem original faz com que o livro não seja apenas uma crônica dos acontecimentos, mas um convite à reflexão sobre temas que transcendem todas as épocas — diferentes maneiras de se experimentar a relação da arte com a vida. Tudo em volta está deserto não deixa de ser o depoimento de alguém que viveu com intensidade o seu tempo.

Na Pureza do Sacrilégio, Carlos Cardoso

Depois de mais de dez anos, Carlos Cardoso volta à poesia com Na Pureza do Sacrilégio. O livro chega com a chancela de textos elogiosos de Antonio Cicero e do crítico Silviano Santiago. “A escrita poética desnuda a pureza pelo sacrilégio para purificá-la ainda mais; desnuda o sacrilégio pela pureza para conspurcá-lo ainda mais”, escreve Santiago, que aproxima Carlos Cardoso a Fernando Pessoa, Octavio Paz e João Cabral de Melo Neto para apresentá-lo ao leitor.

O crítico apoia-se nas teorias do linguista russo Roman Jakobson para apontar o oximoro — aliança de palavras aparentemente contraditórias, que em vez de excluírem-se, complementam-se — como uma das chaves de leitura da obra. “O poema perambula, mas tudo permanece intacto — eis a lição de poesia”, escreve.

Além do prefácio de Silviano Santiago, o livro tem a orelha assinada por Antonio Cicero, que aponta com precisão “uma das grandes qualidades deste livro é que nele se encontram diversos poemas que oferecem ao leitor experiências originais, intensas e verdadeiras”.

O livro também é construído em uma atmosfera em que a poesia e as imagens se comunicam de forma harmônica, composto por vários quadros produzidos pela artista plástica Lena Bergstein inspirados nos poemas. Sem dúvida, Na Pureza do Sacrilégio, de Carlos Cardoso, é um livro FORTE que apresenta ao leitor muitos motivos para refletir sobre os vários temas escritos ou sobre a vida, que é o tema principal.

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