Cinco dicas IndieBlooks!

Mais uma vez trazemos até você, leitor e amigo da Blooks, dicas da nossa indieBlooks, a loja online da Blooks dedicada aos independentes!


Sebastião Nunes: Delirante Lucidez, de Gustavo Piqueira

O editor e escritor Sebastião Nunes marcou seus mais de 50 anos de carreira por experimentações radicais. No livro Sebastião Nunes: Delirante Lucidez, Gustavo Piqueira discute alguns dos principais trabalhos deste mineiro, que usa de linguagens como fotografia, colagens, poesia, entre outras para se expressar.

Esse é o terceiro volume da Coleção Gráfica Particular. Como o nome já diz, os livros dessa coleção buscam destacar itens específicos da produção impressa. Seu critério de seleção é assumidamente desorganizado (“particular”, se preferir): valem medalhões, valem obscuros; antigos ou contemporâneos; passadela por obras amplas ou olhar detido sobre algum detalhe.


Eles, de Vagner Amaro

O livro de contos Eles, de Vagner Amaro, apresenta personagens que afetam e são afetados em razão das ideias mais comuns sobre a identidade masculina. Vítimas e algozes do machismo, eles buscam se enquadrar e, muitas vezes, fazer com que os outros também se enquadrem em algo que por muitas vezes parece como uma miragem. Em histórias como: o pai ensinou tudo ao filho, como ser homem, como estar no mundo. Um acontecimento coloca em xeque a cumplicidade entre pai e filho, revelando um abismo entre as expectativas e sensibilidades dos dois para a vida; um adolescente apaixonado quer se tornar “homem” com a mulher que tanto ama, e por isso, insiste e aguarda este momento, no entanto, uma grande expectativa pode trazer grandes problemas; casado, pai de três meninas, amado pelos vizinhos, um homem de bem. No dia do seu aniversário, uma vizinha sopra uma frase em seu ouvido, que sacode o homem por dentro; ele se ressentia, antes de olharem para o seu rosto, os olhares buscavam um foco na diagonal, queria que alguém o enxergasse; um homem está em busca de emprego e embora tenha muitas qualificações, acaba sempre sendo selecionado para funções em que suas características físicas lhe garantem “um bônus”; um menino precisa passar um tempo com o pai em uma casa de praia e este período gera uma conexão intensa entre os dois; outro menino, muito tímido, muda de escola, e na dificuldade de fazer novas amizades, encontra um grande amigo.


Um Exu em Nova York, Cidinha da Silva

No livro de contos Um Exu em Nova York, Cidinha da Silva apresenta uma perspectiva contemporânea e ficcional do cotidiano, sobre temas como política, crise ética, racismo religioso, perda generalizada de direitos (principalmente por parte das mulheres), negros e grupos LGBT. A autora considera que esses são marcadores importantes do século XXI e classifica a obra como um livro-dínamo.

Cidinha parte das tensões provocadas pela percepção das religiões de matrizes africanas para desmistificar ideias negativas que são difundidas sem critérios na sociedade. Através dos personagens, traz ainda outros temas contemporâneos, como por exemplo a nova masculinidade.


Poemas Eróticos, de Maria Teresa Horta

Maria Teresa Horta é um dos grandes nomes da literatura portuguesa contemporânea. Raquel Menezes e Luis Maffei organizam essa antologia de poemas eróticos da Maria Teresa Horta. A poesia erótica de Maria Teresa Horta indica as inúmeras imagens dos encontros reais ou imaginados dos corpos, da fricção dos amantes em constante excitação prazerosa e recobra a tradição de imagens eróticas em nossa língua.

Leia no El País: Maria Teresa Horta: “Os fascistas estão por aí com suásticas tatuadas a olhar para nós”

DESEJO
Descontrolo devagar
sobre o teu corpo
os lábios de súbito desmanchados
E as mãos não cedem
nos teus ombros
à sede de ter-te nos meus braços
Mas se desfeito
descubro nos lençóis
um suor curvado amachucado
Vou-te mordendo — voraz
numa doença
bebendo em delírio o que me fazes


Viver Entre Línguas, Sylvia Molloy

Viver entre línguas é uma coleção de textos breves que podem ser lidos como ensaios ou peças de ficção autobiográfica. Neles, uma mulher narra memórias e anedotas de sua vida enquanto reflete sobre língua, linguagem, plurilinguismo. Relatos sobre Jules Supervielle, Guillermo Hudson, George Steiner e Elias Canetti são intercalados com episódios de sua infância, atravessados por diferentes idiomas.

Na obra, Sylvia Molloy — argentina radicada há décadas em Nova Iorque e uma das maiores críticas literárias da América Latina — conta que, quando pequena, falava espanhol com a mãe, inglês com o pai e uma mistura de ambos com a irmã, quando ninguém as ouvia. Então veio o francês, como uma espécie de recuperação da língua que sua mãe herdara — e perdera — de seus pais. Cada idioma passou a ocupar espaços diferentes, colorindo-se de afetividades diversas. Vieram os anos de estudos na França, depois a mudança para os Estados Unidos. “Por que falo de bilinguismo, do meu bilinguismo, a partir de um idioma só, e por que escolhi fazê-lo a partir do espanhol?”, pergunta-se a narradora. “Em que língua acorda o bilíngue?”, “Em que língua sou?”.

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