Orçamento 2018: Parecer do Conselho Fiscal

Os membros do Conselho Deliberativo do Botafogo receberam o Livro Orçamentário de 2018.

No Livro consta o parecer do Conselho Fiscal, que transcrevemos abaixo logo após as imagens.

O parecer foi aprovado por maioria, não por unanimidade.

PARECER DO CONSELHO FISCAL RELATIVO AO ORÇAMENTO DO BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS PARA 2018

O Conselho Fiscal, em reunião ordinária, no desempenho das funções legais e estatutárias, em seu artigo 88, item VI, analisou a proposta de orçamento elaborada pela Diretoria do Botafogo de Futebol e Regatas. Considera o Conselho Fiscal que os documentos apresentados respeitam os estatutos da instituição e os preceitos legais a que a mesma se obriga, além de que os valores constantes da proposta orçamentária parecem ter base em dados concretos, usuais nas elaborações de orçamento. Nos termos estatutários, o Conselho Fiscal, deliberou divulgar o seguinte parecer:

1 — O orçamento do Botafogo de Futebol e Regatas para o ano de 2018 prevê receita bruta de 204 milhões de reais e despesas de 139 milhões de reais, cujo resultado operacional é de 65 milhões de reais. O modelo adotado pela Diretoria para obter este resultado, foi o método da competência, sendo que a base das despesas está contida nos contratos vigentes e nas previsões geradas pelas Vices Presidências, Conselhos e Estádio.

2 — Com uma redução de 10 % das receitas em relação ao realizado no ano de 2017, entendemos que esta variação está embasada principalmente na inexistência de recursos oriundos da antecipação de contratos de Direitos de transmissão de TV, que foram de 40 milhões de reais, recebidos em janeiro/2017. Esse decréscimo de receita poderá ser minimizado pela projeção de receita de possíveis vendas de direitos econômicos de atletas e aumento de 100% dos sócios torcedores, projeção extremamente otimista em relação ao histórico do programa em questão.

3 — Importante salientar que há previsão de receita adicional em torno de 7 milhões em Esportes Gerais e Remo, acima do realizado de 2017, oriunda de possível captação previamente aprovada de recursos via Lei de incentivo fiscal, sem a qual tais rubricas repetirão déficit a ser coberto provavelmente por receitas do clube.

4 — Devemos salientar que não houve redução significativa de gastos para 2018, já que as diferenças numéricas dos custos foram transferências de linhas operacionais para o passivo devido às novas regras de apresentação do balanço e a não alocação de premiação da Libertadores, ou seja, a redução real foi de 3%, fazendo com que as despesas continuem seguindo da mesma dimensão de 2017.

5 — Um importante componente deste orçamento deriva ainda, com especial incidência nos contratos que estão sendo cobrados (parcelamentos diversos), acordos efetuados (cíveis e trabalhistas), Ato trabalhista, Profut, Despesas Financeiras e Bancárias. Essas despesas representam 34% do total das receitas.

6 — A execução meticulosa deste orçamento continua a ser, no entender do Conselho Fiscal, um poderoso instrumento de credibilidade, que se pretende o Botafogo de Futebol e Regatas venha a construir. Foi efetiva na constituição de medidas de monitoramento do orçamento de 2017, e devemos continuar a condicionar “todo gasto” à obtenção de receitas que paguem tal desembolso. Mais uma vez, lembramos que seria de bom alvitre que a Diretoria não apenas focar custos e despesas, mas basicamente tentar alavancar a atuação do nosso Marketing, principalmente no Estádio Nilton Santos, bem como desenvolver uma estrutura profissional, aproveitando o bom trabalho realizado na base, em termos de resultados em vendas de atletas e também proporcionar um aumento e conseqüente retorno de vendas relevante da nossa “Marca Centenária”.

Destarte, o Conselho Fiscal, ressalva que a situação que o clube passou em 2017, poderá ser ainda mais dificultosa em 2018, já que os valores recebidos de antecipação de receitas de transmissão recebidas no inicio de 2017 (que não constavam do orçamento) e utilizadas ao longo desse ano, não foram suficientes, já que pelas projeções, o resultado operacional previsto para 2018, não será capaz de suprir as despesas não operacionais, além de que poderemos ter um possível resultado negativo no final de 2017, o que poderá impactar o orçamento de 2018 substancialmente, obrigando renegociações com os credores para garantir o funcionamento operacional do clube e também urge que se defina uma estratégia a curto e médio prazo para elevar receitas e reduzir despesas, cumprindo o compromisso de “só se gastar o que está previsto no orçamento”.

Face ao exposto, o Conselho Fiscal decidiu por maioria emitir parecer favorável à proposta orçamentária para o ano de 2018, recomendando ao Egrégio Conselho Deliberativo, sua aprovação.

É o parecer, que segue assinado pela Presidente, e pelos membros do Conselho Fiscal que concordaram com o Parecer.