Você já conversou com sua TV Inteligente?

Entenda porque que os chatbots, assim como as TVs inteligentes, não precisam necessariamente conversar logo de cara.

Por ser uma TV inteligente, ela precisa saber conversar? 💩

Todas as vezes em que as pessoas me questionam sobre o por quê dos bots não saberem conversar ou sobre o por quê que eles são “burros”, eu sempre falo das famosas TVs Inteligentes.

Aquelas que são inteligentes, mas que não sabem conversar.
 — assim como alguns chatbots.

Essas TVs são consideradas inteligentes porquê são dispositivos que quando conectados a internet podem executar aplicações, navegar na web, realizar pesquisas (localizar conteúdo) e acessar mídias sociais.

As TVs não são boas de papo,
mas são boas em interações e integrações com serviços.

Veja alguns exemplos:

  • Você não precisa conversar com sua TV para assistir um vídeo no Netflix, mas sim interagir;
  • Você não precisa conversar com sua TV para escolher uma música no Spotify, mas sim interagir;
  • Você não precisa conversar com sua TV para jogar um jogo no Playstation Now, mas sim interagir;

As TVs inteligentes são integradas com outros serviços através da internet e com isso, permitem que as pessoas utilizem esses serviços. Portanto, elas não precisam conversar para demonstrar toda a sua inteligência.

As TVs atuam como uma interface (conversacional) para esses serviços.

Certo, mas e os chatbots inteligentes?

O fato deles serem inteligentes, não que dizer que precisam saber conversar como um ser humano ou que eles sabem de tudo. Talvez, o nome chatbots induz as pessoas a pensarem que um chatbot é um robô com quem elas podem conversar logo de cara:

Afinal, o nome é chat (conversa) seguido de bot (robô).

Essa nomeação ganhou destaque em abril/2016, durante o evento global do Facebook chamado F8, mas com alguns meses depois e várias contestações, o próprio David Marcus apontou queo problema foi que [os chatbots ganharam uma exposição] exagerada com muita velocidade” num período em que “as funcionalidades básicas não eram boas o suficiente para substituir as interfaces e experiências tradicionais de aplicativos.”

Chatbots são softwares; são serviços baseados em regras e (às vezes) inteligência artificial que as pessoas podem interagir através de mensagens.

Chatbots não são robôs que tentam se passar por seres humanos, ainda mais considerando que estamos há mais de 60 anos tentando construir uma uma máquina que possa exibir um comportamento inteligente equivalente a um ser humano e tivemos apenas um ou outro caso de sucesso.

Você não precisa de inteligência artificial para criar um chatbot” — Marcus Beckenkamp

Você precisa ter um contexto e propósito adequado para criar um chatbot bom de papo. Afinal, as pessoas querem resolver problemas, não passar o dia todo brincando com o seu chatbot. 😉

Vale salientar que existem tipos de inteligências que ajudam o chatbot a entender e ter uma conversa mais fluida, como por exemplo: IBM Watson, LUIS.ai, wit.ai, api.ai, etc. Não me entenda mal! Ainda temos muito o que evoluir para chegar num ponto onde um agente cognitivo possa entender algumas variâncias da nossa comunicação, por exemplo:

Pessoa: “Obrigado por me enviar para o local A e minha bagagem para o local B.” | Bot: “Fico feliz em ouvir isso.” 💩

Um chatbot pode oferecer uma boa conversa utilizando regras e botões, desde que seja integrado com serviços e tenha uma boa proposta de valor para quem está conversando com ele. Dentre os 80+ bots nacionais, existem vários que conseguem criar uma conversas interativas e personalizadas para milhões de pessoas sem precisar de tanta “inteligência” assim:

Os melhores chatbots são ricos em integrações e sabem utilizar os componentes de interface disponíveis nos canais em que estão presentes. 📲

Obrigado pelo seu tempo! ❤️

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