Como fazer uma casa caber no seu bolso

A casa havia ficado pequena para João e Maria. Ainda eram só os dois a compartilhar o pequeno apartamento do Rio, mas em poucos meses alguém muito especial chegaria para se instalar de vez e mudar bastante a rotina e o orçamento deste jovem casal.

Grávidos do primeiro filho, eles faziam planos e sonhavam com uma casa mais confortável e perto da mãe dela. Um sonho recorrente a muitos casais prestes a aumentar a família.

Juntos, percorreram por semanas a fio a vizinhança em busca do novo lar. Comprar um imóvel é um investimento que exige tempo, planejamento, paciência, informação e algum dinheiro. Só assim é possível pavimentar um caminho sem tropeços para alcançar sua meta.

A casa dos seus sonhos tem que caber no seu bolso. Por isso defina primeiro uma meta de valor. Parece fácil? Mas este é seu maior desafio.

Como fazer? Olhando cuidadosamente seu orçamento e os recursos disponíveis para iniciar um financiamento. Se for como a grande parte dos brasileiros, você terá que recorrer a um financiamento imobiliário. No Brasil, mais de 50% dos cerca de 1,5 milhão de novos imóveis comercializados anualmente são vendidos por meio de financiamento imobiliário com recursos do FGTS e poupança.

A casa de João e Maria teria que ter um valor de no máximo 400 mil reais. Isso porque se juntassem o que tinham na conta do FGTS e algumas economias eles poderiam levantar 80 mil reais para dar de entrada no financiamento. Isso mesmo, para seguir em frente nesta rota é fundamental que você disponha de pelo menos 20% do valor do imóvel.

João se assustou a princípio porque para que a parcela coubesse no orçamento familiar teria que fazer o financiamento por 30 anos! O pequeno Gabriel que estava prestes a nascer seria um homem maduro quando terminasse de pagar esta dívida. Sentiu medo.

Mas Maria lembrou que seria possível a cada dois anos usar o que acumulassem no FGTS para abater a dívida. Afinal, embora seja uma dívida barata, seu custo é maior do que o rendimento do FGTS. Portanto, trata-se de um bom negócio usar o dinheiro do FGTS para amortizar o financiamento imobiliário. Além disso, havia a possibilidade de ter ganhos extras com os bônus anuais que serviriam também para abater a dívida. Ela estava certa.

O que mais assusta numa dívida não é o prazo, mas seu custo. E no caso do financiamento imobiliário trata-se da dívida mais barata disponível no Brasil hoje.

A parcela do financiamento imobiliário somada às outras prestações não poderia comprometer mais do que 30% da renda líquida do casal. Este é um cuidado que ajuda a manter o orçamento saudável.

E assim foi feito. Gabriel chegou numa casa nova. E quando já corria pelo jardim, aos 5 anos de idade, seu pai conseguiu quitar o financiamento. Exatos 25 anos antes do previsto no contrato. Como havia recomendado Maria, João investiu todos os bônus e extras que ganhou ao longo desses anos em amortizações no valor das parcelas. Assim, a folga no orçamento aumentava a cada ano até zerar a dívida.

Histórias como esta são recorrentes. São muitos os Joãos e Marias espalhados pelo país que vivem a ansiedade de dar passos importantes para avançar em suas conquistas. Para chegar ao mesmo final feliz, contudo, é fundamental observar esses pequenos detalhes no planejamento da rota até a casa própria.

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