Sobre observar // Austin e o SXSW

Desembarcando em Austin para o SXSW: Que festival é esse? Que cidade é essa que para, durante quase dez dias, para ser o ponto de encontro de mais ou menos 40 mil pessoas de quase 100 países diferentes?

cheguei com direito a sol brilhando no evento!

Austin é a capital do Texas, uma cidade de quase 1 milhão de habitantes. Acredito que todos eles devem ser super orgulhosos de viver aqui, porque esse lugar inspira, tem muita vida e é uma referência quando se trata de comunidade. Se fosse eles, super seria.

Cheguei na sexta-feira ao evento, mas parece que faz um mês. O SXSW é um evento gigante, um festival de interatividade, música e filmes. Para mim sempre foi claro o que significa música e filme, assim como deve ser para vocês. Mas interatividade…? O que é isso?

Cheguei aqui e descobri que interatividade pode ser qualquer coisa. E pode ser um monte de coisa muito interessante. Ao longo dos textos dessa cobertura vamos explorar assuntos que vão da genética a como dobrar suas roupas. Interessante, né?

Também descobri que escolher a programação que eu queria assistir é o maior desafio de todos. Por exemplo: hoje eu tinha 75 opções. Às 9h30min da manhã. É isso que você leu, mesmo. Um horário do SXSW pode ter tudo isso acontecendo AO MESMO TEMPO. Enlouquecedor! Como escolher? Fora isso, diversas marcas têm espaços próprios com ativações e experiências. Ou seja: é uma correria.

Caretas e Correrias é a melhor forma de traduzir esses dois primeiros dias. Uhu! \o/

Hoje eu almocei em 8min e tive que ir ao banheiro correndo — literalmente — para conseguir entrar a tempo em uma palestra. Ano que vem acho que vou fazer uns meses de academia antes de vir pra cá. Aprendi rapidamente que comida e água são itens de sobrevivência na mochila e que não tem nada melhor que aquele caderninho de anotações para conseguir segurar a quantidade de ideias que surgem quando a gente começa a ouvir os palestrantes. Quando a gente abre a cabeça para receber novas ideias, a gente também começa a pensar em um monte de coisa nova para inventar. Já aconteceu com vocês?

Nesses dois dias de evento, procurei observar tudo que acontecia ao meu redor inspirada por um texto de um livro que eu adoro, chamado As 10 faces da inovação. Um capítulo desse livro fala sobre o olhar do antropólogo que todos nós podemos ter sobre o que acontece à nossa volta. Antropologia é o estudo do homem, do seu comportamento em todas as dimensões. Parece complicado? Talvez. Mas qualquer um de nós pode se tornar um pouco mais observador do que acontece — e isso gera uma quantidade enooooorme de percepções incríveis sobre a vida.

Então passei esses dias aqui me perguntando: Como as pessoas se comportam? O que elas estão buscando neste evento? O que a acontece nas salas de palestras, o que acontece nas conversas de cafés, o que acontece nas ruas? O que as marcas estão proporcionando para as pessoas? Como será que as pessoas escolhem a programação, com o que elas têm mais afinidade? Quem veio para ouvir música? Quem veio para participar de sessões especiais para adquirir novos conhecimentos? Ufa, muita coisa.

A cidade acompanha o festival. Os bares, os restaurantes, tudo transborda o festival. Qualquer lugar que você entrar pode significar uma nova experiência que você vai viver.

Uma das palestras que assisti, sobre o futuro em que vamos viver, começou com a reflexão de que toda inovação surge das diferenças. Entre onde estamos e onde queremos chegar. Entre a minha forma de pensar e a sua. Entre o que temos e o que queremos inventar. E quando abraçamos e, literalmente, amamos as diferenças, a gente evolui. Bacana, né? Quem quiser olhar mais sobre o palestrante, o nome dele é: Martin Wezowski.

Também assisti falas sobre como ter conversas melhores, aprendi que dietas realmente não funcionam e a neurociência agora prova isso (alguém aí tinha dúvidas?), aprendi que quando vamos fazer faxinas e arrumações em casa a gente tem que organizar as coisas por categorias e não pelos locais da casa. Interessante, né? Foi a Marie Kondo, uma japonesa fofa mestre jedi em organização, quem disse.

A palestra que encerrou o dia de ontem me trouxe uma reflexão muito bacana sobre essa proposta de observar: Encontre o que faz você se sentir bem. É isso. Com 1 ou 75 atividades ao mesmo tempo, com chuva ou com sol, em Austin ou na cidade em que você estiver agora: bora ampliar o olhar para o que existe ao nosso redor para encontrar o que faz a gente se sentir bem, de verdade?

A gente se vê por aqui amanhã, "y'all".


hey y'all! minha nova gíria!

Y’all é o jeito de cumprimentar as pessoas aqui no Texas, é a forma que eles usam para dizer "todo mundo"ou "vocês todos". É pra incluir quem estiver presente nessa saudação. E o mais engraçado é: se tem muita gente pra quem você quer dar oi ao mesmo tempo, por exemplo, dá pra dizer Hello All Y’all, que é: oi, todos todos vocês. Sabe gíria que fica na cabeça? Essa é uma delas!

Então goodbye all y'all! (tchau para vocês todos todos!) ❤


Este texto é parte de uma série especial de cobertura do SXSW 2017 a convite do Bradesco. O convite é deles, as descobertas são minhas. E isso está apenas começando!

Tem mais gente fazendo cobertura do SXSW interinho, olha só o primeiro episódio da série. Esse é um convite para que você #desbrave junto com a gente os conteúdos desse evento tão inspirador!


Gostou? Clica no ❤!

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Mariana Camardelli’s story.