Das marcas às experiências: extrapolando o digital

A comunicação de marca não depende só das mídias.

Uma delas é a experiência do consumidor. Mas em termos. As experiências podem ser reforçadas por gente falando bem, grupos de apoio de usos das marcas, para usar analogias de outras áreas do conhecimento. Em algumas pesquisas, a Nielsen aponta que uma das formas de propaganda na qual as pessoas mais confiam é a recomendação de amigos (90%) seguida da opinião de outros consumidores online (70%) e do site da marca (69%) que algumas vezes traz depoimentos de consumidores. (TURCHI, p.58)

Pode ainda haver associações de marca a imagens ou porta-vozes que sejam prejudiciais à experiência, como por exemplo descobrir que alguns componentes das marcas são tóxicos ou que produtos foram fabricados por mão de obra escravizada. Ou que os responsáveis pela marca tiveram algum problema de credibilidade, como ocorreu há algum tempo com escândalos envolvendo um famoso ciclista norte-americano.

O brand awareness vai se tornando mais envolvente, mais 360 graus.

Ter não parece mais algo suficiente para a experiência da marca. É necessário conhecer mais, saber mais, entender melhor os contextos. De alguma forma ser politicamente correto com o consumo das marcas. Nem sempre isto é verdade, mas há uma maior pressão social a favor ou contra algumas marcas. Não são apenas os casos de ações de guerrilha nos moldes do Greenpeace contra os baleeiros. Os consumidores às vezes podem ser cruéis com as marcas, mas se pararmos para pensar a respeito fica fácil saber quem foi que começou essa briga.


Para saber mais:

TURCHI, Sandra. Estratégias de Marketing Digital. São Paulo: Atlas, 2012.